- Após ataques iranianos, bases ligadas aos EUA no golfo foram alvejadas e o sistema de defesa dos Emirados Árabes interceptou vários mísseis balísticos em tempo real.
- Os interceptores destruíram as armas antes do impacto; contudo, detritos de uma interceptação caíram em Abu Dhabi, matando um civil.
- O país opera uma defesa em camadas, incluindo o sistema Terminal High Altitude Area Defense (THAAD) e o Patriot, para interceptar mísseis em diferentes altitudes.
- O radar AN/TPY-2, usado com THAAD, detecta o lançamento e acompanha a trajetória para orientar as interceptações.
- Abu Dhabi fica próximo a instalações estratégicas, como a base aérea de Al Dhafra, que abriga forças emiratis e americanas.
O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou que seus sistemas de defesa aérea interceptaram várias mísseis balísticos lançados contra bases vinculadas aos EUA no Golfo. O ataque ocorreu após ataques conjuntos de Israel e EUA contra o Irã na véspera. O objetivo era militar bases americanas na região. A interceptação foi confirmada pela defesa dos UAE, que afirmou que os mísseis foram destruídos antes de tocar o solo.
Segundo o governo dos UAE, postes de radar e interceptores atuaram em tempo real para detectar, rastrear e interceptar os projéteis. O sistema de defesa é composto por várias camadas, entre elas THAAD e Patriot, integradas a uma rede de sensores de longo alcance. A operação busca reduzir o risco para instalações civis e militares.
Apenas um detalhe lembrou a complexidade: fragmentos de uma interceptação atingiram Abu Dhabi, matando um civil. A cidade fica próxima a instalações militares estratégicas, como a base aérea Al Dhafra, que abriga forças emiratis e americanas.
O sistema que protege o UAE
A rede de defesa do país envolve THAAD, desenvolvido pela Lockheed Martin, para interceptação em alta altitude, com dano direto ao míssil. Em complemento, o Patriot atua em altitudes menores, aumentando as oportunidades de neutralização.
- Detecção: sensores e radares iniciais identificam a trajetória do míssil.
- Rastreamento e comando: dados são enviados a redes de comando para decidir o ponto de interceptação.
- Intercepção: interceptores de alta altitude atingem o alvo; se necessário, o Patriot oferece nova chance de interceptação.
O radar AN/TPY-2, usado com THAAD, permite observar mísseis a grandes distâncias e a velocidades hipersônicas, alimentando decisões em tempo real. Em operações reais, várias etapas ocorrem em segundos desde a detecção até o lançamento dos interceptores.
Por que a interceptação é tão desafiadora
Mísseis balísticos atingem velocidades superiores a 20 mil quilômetros por hora, deixando minutos para detectar e neutralizar. A defesa depende da coordenação entre sensores, redes de radar e mísseis interceptores para impedir que o projétil alcance áreas habitadas.
A expansão dessa defesa no Golfo decorre do aumento de arsenais de mísseis na região. O Irã é apontado como uma das maiores forças de balísticos do Oriente Médio. Governos locais passaram décadas investindo em radares, interceptores e centros de comando.
Este episódio revela ainda o risco residual: mesmo com interceptação bem-sucedida, fragmentos podem causar danos ao retornar à superfície. O incidente de sábado evidencia a necessidade de vigilância contínua sobre zonas urbanas próximas a instalações militares.
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