- No 8º congresso do Partido, Kim Jong-un pediu redefinir metas de armamento para incluir armas hipersônicas, míssil balístico de combustível sólido e satélites e drones de reconhecimento, conforme a imprensa estatal.
- O relatório indica que o design de um submarino movido a energia nuclear está na fase de “exame final”, além de avanços em equipamentos não tripulados, reconhecimento e sensores.
- Em drones, Pyongyang busca ampliar o programa e a capacidade de produção; analistas destacam potencial cooperação com a Rússia, com possíveis implicações estratégicas, enquanto a Rússia nega transferências que violem o embargo da ONU.
- Na artilharia convencional, Kim destaca capacidade de ataque com lançadores de foguetes de grande porte, e há relatos de exportações militares que ajudam a modernizar estoques.
- Sobre submarinos e satélites, especialistas apontam barreiras em propulsão, integração de armas e sensores; já o programa orbital de reconhecimento enfrentou falhas anteriores, com a necessidade de maior confiabilidade antes de novas tentativas.
O Congresso do Partido na Coreia do Norte abriu a agenda estratégica do regime, com foco na modernização de armas e na ampliação de capacidades de defesa. O relatório de Kim Jong Un, apresentado na sessão, aborda metas para mísseis hipersônicos, propulsão sólida de ICBM e sistemas de reconhecimento, drones e satélites militares.
O texto oficial também menciona o design de um submarino movido a energia nuclear em fase de “exame final” e aponta avanços em equipamentos não tripulados, reconhecimento eletrônico e sensores. A notícia acompanha ainda a ampliação do programa de drones desde 2021.
Drones
Desde 2021, a mídia estatal mostra Kim supervisionando testes de drones de reconhecimento e destacando a prioridade de sistemas autônomos e inteligência artificial. Analistas de Washington argumentam que a capacidade de drones está sendo ampliada.
Instalações sul-coreanas apontam que a Coreia do Norte pode facilitar cooperação com a Rússia na produção de drones. Caso seja confirmada, a parceria teria implicações estratégicas para a segurança na península Coreia e na região.
Artilharia
Kim enfatiza a capacidade de ataque convencional como pilar central, com drills de lançadores múltiplos de grande porte. Em 2025, foram emitidas ordens para ampliar a produção de lança-roquetes, considerados essenciais para artilharia de longo alcance modernizada.
Especialistas sul-coreanos destacam exportações militares para a Rússia como impulsionador da modernização. Observa-se disponibilidade de sistemas convencionais, integrantes da reserva de guerras, e aumento de capacidades industriais.
Submarinos
Em 2023, a Coreia do Norte apresentou um submarino supostamente nuclear de ataque, visto como provável adaptação de casco Romeo. Em dezembro de 2025, a imprensa estatal mostrou imagens de Kim inspecionando a construção de um submarino nuclear de 8,7 mil toneladas, capaz de lançar mísseis.
Analistas apontam que o programa subaquático indica intenção, mas destacam dificuldades em propulsão, sensores, integração de armas e qualificação de tripulação. A cooperação com a Rússia é citada como possível, porém não comprovada.
Satélites
Entre as metas de 2021, a Coreia do Norte busca reconhecimento militar a partir do espaço. O país lançou seu primeiro satélite espião em 2023, com capacidades ainda pouco avaliadas por observadores. Novo lançamento ainda não foi anunciado.
Erros em tentativas anteriores levantam dúvidas sobre confiabilidade de uma rede de satélites. Especialistas sugerem que a cooperação com a Rússia pode influenciar o ritmo de novos testes, caso haja confirmação de apoio técnico.
Contexto e perspectivas
A liderança ressalta exportação de armas como ganho estratégico, com impactos na modernização de arsenais. As autoridades sul-coreanas tratam o tema com cautela, destacando a vigilância regional e o cumprimento de sanções internacionais.
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