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Falta de confiança nos EUA reabre debate europeu sobre exército comum

A crise na Groenlândia reacende o debate sobre defesa europeia autônoma, com consenso provisório e dúvidas sobre um exército comum

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Un grupo de legionarios junto a varios vehículos de combate sobre ruedas en la base Álvarez de Sotomayor en Viator (Almería), el 21 de enero.
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  • A crise de Groenlândia reaviva o debate na UE sobre fortalecer a defesa sem depender dos Estados Unidos, com foco na ideia de um exército europeu ou de uma força defensiva comum.
  • O distanciamento do governo americano sob o presidente Donald Trump aumenta a pressão para a autonomia europeia em defesa, embora haja ceticismo e resistência entre muitos membros.
  • O comissário europeu de Defesa, Andrius Kubilius, propôs uma força militar permanente europeia de cerca de 100 mil soldados, ideia que não representa consenso dentro da Comissão.
  • A presidente do Conselho Europeu, António Costa, defende que haja maior integração entre 27 Estados-membros para uma defesa europeia comum, enquanto a Comissão nega discutir formalmente um exército europeu.
  • Espanha e outros países defendem caminhos pragmáticos, como ampliar o uso de capacidades nacionais combinadas ou uma “coalizão de voluntários” para defender a UE, sem criar um exército próprio, descartando a ideia de duplicar estruturas da OTAN.

O debate sobre um eventual exército europeu ganha força na UE diante do distanciamento dos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump. A crise em Groenlândia expõe a necessidade de autocontrole estratégico e reforça a ideia de uma defesa europeia mais autônoma, além da OTAN.

O comissário europeu de Defesa, Andrius Kubilius, sugeriu uma força permanente de 100 mil soldados para substituir parcialmente a presença americana. A proposta recebe tanto apoio quanto ceticismo entre os Estados-membros, com ajustes na forma de cooperação e financiamento em pauta.

A presidente do Conselho Europeu, António Costa, pediu uma defesa integrada entre 27 Estados, sendo que a ideia central é ter contribuições conjuntas para uma defesa europeia comum. O objetivo é reduzir dependência de Washington sem abrir mão da OTAN.

A Comissão Europeia minimiza o tema, tratando-o como debate académico. A Alta Representante para Política Externa, Kaja Kallas, afirma que cada país já possui forças próprias e que não se vislumbra a criação de um exército europeu separado.

Eurocâmara e ministros de Defesa discutem perspectivas de segurança para 2026, com a ideia de um mecanismo de defesa comum ainda em avaliação. O tema volta à tona em reuniões abertas e em debates entre representantes dos Estados-membros.

Analistas divergem sobre viabilidade prática. Alguns destacam que a defesa é uma competência nacional, enquanto outros veem possibilidades de maior integração, com uso conjunto de capacidades e recursos. O debate também envolve questões de soberania e custos.

Para a Espanha, a agenda passa pela soberania estratégica e pela dissuasão europeia, defendendo que a UE tenha instrumentos próprios para garantir segurança. Em nível prático, isso incluiria coordenação de capacidades e proteção de interesses europeus.

Outros agentes destacam que a defesa europeia não precisa ser um exército único, mas um arranjo que consolide capacidades nacionais. A ideia é preservar a OTAN enquanto se busca uma autonomia maior em defesa.

Polônia e Letônia sugerem modelos variados, incluindo uma força europeia de tamanho de brigada financiada pela UE. A proposta visa fortalecer a presença europeia em missões de segurança sem exigir a formação de um órgão militar completamente novo.

Entre as prioridades, permanece a necessidade de manter a cooperação com aliados e evitar autoritarismos que comprometam a segurança comum. A discussão continua sem consenso definitivo, com divergências sobre a forma de implementação.

Enquanto o tema não ganha consenso, o interesse público permanece alto. Pesquisas de opinião indicam que os europeus valorizam a segurança e a contribuição da UE para a estabilidade regional, sem abrir mão de alianças estratégicas.

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