- O governo federal planeja vender mais de 60 propriedades de defesa, com expectativa de arrecadar até 3 bilhões de dólares, incluindo Victoria Barracks em Melbourne, Sydney e Brisbane.
- A venda deverá ocorrer ao longo de vários anos, com estimativa de levar uma década e envolver custos elevados de remediação.
- A lista inclui bases, locais de treino, armazéns e terrenos ociosos considerados sem valor estratégico pela defesa.
- Críticos, entre eles o RSL, a oposição federal e parlamentares locais, questionam o cronograma e destacam preocupações com patrimônio histórico e impactos para habitação.
- As autoridades dizem que os recursos arrecadados serão devolvidos à defesa e que o uso futuro dos terrenos será avaliado após a transferência ao departamento de finanças, sem prioridade de habitação no curto prazo.
O governo australiano planeja vender mais de 60 propriedades de defesa, incluindo bases, terrenos e áreas de treino, para levantar até 3 bilhões de dólares. A medida foi anunciada nesta semana e visa liberar espaço para novos projetos, com foco inicial em imóveis considerados sem valor estratégico.
Críticos entre veteranos, oposição federal e deputados locais questionam o cronograma de longo prazo e os custos de remediação. A executiva de defesa sustenta que os recursos retornáveis ao órgão manterão o foco na eficácia e no melhor uso público.
Entre os ativos em foco estão o Victoria Barracks em Melbourne, Sydney e Brisbane, além de áreas nobres em Sydney Harbour e um importante site de munições em Maribyrnong, no oeste de Melbourne. Um levantamento de vários anos apontou 68 imóveis para venda.
O ministro da Defesa afirmou que todo o dinheiro proveniente da venda, estimado em até 3 bilhões de dólares, retornará à defesa. O objetivo é obter valor financeiro, sem priorizar a construção de moradias no processo de venda.
Líderes da oposição criticaram o que chamaram de venda rápida, solicitando avaliação criteriosa de cada local. Alegam que a estratégia pode comprometer a infraestrutura de recrutamento, treinamento e retenção de pessoal.
Lideranças locais destacam a proteção do patrimônio histórico, especialmente nos imóveis de grande valor cultural. Autoridades estaduais e municipais pedem avaliação cuidadosa para equilibrar preservação, uso público e oportunidades habitacionais.
Especialistas e partidos de esquerda sugerem que alguns imóveis poderiam se transformar em moradias populares, áreas de parque público ou espaços culturais, mantendo a memória histórica. A discussão envolve impactos sociais e urbanos.
O governo informou que, antes de qualquer transferência ao Ministério das Finanças, haverá revisões para orientar o uso futuro de cada site. Não há prioridade anunciada para a criação de moradias imediata.
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