- Irã possui o maior arsenal de mísseis balísticos do Oriente Médio, com alcance autodeclarado de até 2.000 km, suficiente para atingir Israel segundo autoridades iranianas.
- A lista de tipos inclui Sejil, Emad, Ghadr, Shahab-3, Khorramshahr e Hoveyzeh, com alcances variando entre cerca de 1.300 km e 2.000 km; gráficos de 2025 chegaram a citar Sejil com alcance até 2.500 km em determinadas avaliações.
- Durante o conflito com Israel em junho de 2025, Teerã lançou salva de mísseis; analistas dizem que, segundo estimativas do Institute for the Study of War e do AEI Critical Threats Project, cerca de um terço dos lançadores pode ter sido destruído, e autoridades insistem que a capacidade foi recuperada.
- o programa de mísseis balísticos é apresentado pelo Irã como dissuasão e retaliação contra os Estados Unidos, Israel e outros alvos da região, com infraestrutura subterrânea de depósitos, produção e armazenamento já descrita por analistas.
- O Irã tem histórico de ataques regionais com mísseis e drones, incluindo ações contra bases norte-americanas no Iraque e ações na Síria, Iraque, Paquistão e ao longo da região, reforçando a percepção de capacidade de resposta.
O Irã mantém um programa de mísseis balísticos considerado um dos maiores do Oriente Médio. Em meio a negociações nucleares com os EUA, Teerã afirma que sua capacidade de mísseis é uma linha vermelha nas negociações.
Durante o conflito de 12 dias em junho de 2025 com Israel, o Irã afirmou ter lançado salva de mísseis balísticos contra o território israelense, resultando em dezenas de mortos e destruição.
Relatórios de think tanks apontam que Israel teria destruído cerca de um terço dos lançadores iranianos durante o confronto. Autoridades iranianas dizem ter recuperado o atraso causado pela guerra e afirmam que suas capacidades estão mais fortes.
Capacidades e alcance
O Irã concentra o maior arsenal de mísseis balísticos na região, com alcance self-imposed de cerca de 2.000 km. Sites de mísseis ficam distribuídos ao redor de Teerã, com múltiplas “cidades” subterrâneas conhecidas em várias províncias.
Entre os lançadores, destacam-se modelos como Sejil, Emad, Ghadr, Shahab-3, Khorramshahr e Hoveyzeh, com alcance variando de 300 km a 2.000 km. Relatórios apontam ainda capacidades de até 2.500 km para algumas versões, em desenvolvimento.
Fontes analisam que o programa também envolve depósitos subterrâneos, produção e armazenamento de mísseis, além de avanços em materiais para ampliar alcance. Observa-se cooperação técnica de origens diversas, com foco em impulsionamento de velocidade e trajetória.
O arsenal iraniano inclui ainda mísseis de cruzeiro, como o Kh-55, com alcance de até 3.000 km, ampliando possibilidades de ataque indireto. As autoridades destacam uso estratégico como dissuasão e retaliação.
Contexto estratégico e desdobramentos
Especialistas destacam que o programa de mísseis serve como elemento de dissuasão frente aos Estados Unidos, Israel e outros alvos regionais. A avaliação de especialistas aponta continuidade de desenvolvimento técnico e expansão de capacidades.
Em 2023, o Irã descreveu avanços como mísseis hipersônicos domésticos, considerados difíceis de interceptar. Empresas e centros de pesquisa continuam investindo em infraestrutura de produção e armazenamento subterrâneos.
O novo ciclo de negociações com os EUA, previsto para ocorrer em Omã, ocorre em meio a esse cenário de tensões e ao histórico de ataques e retaliações na região. A comunidade internacional acompanha o desdobramento com cautela.
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