- Andrea Pinheiro e Maguy Etlin, eleitas para a gestão da Fundação Bienal, levaram a mostra itinerante da 35ª Bienal a onze cidades e ampliaram a participação brasileira em Veneza, com foco educativo e no fortalecimento de parcerias.
- Elizabeth Machado e Daniela Villela, à frente do Museu de Arte Moderna de São Paulo, lidaram com a marquise em reforma desde 2024, registrando grande presença de público no Panorama e fortalecendo parcerias com instituições e projetos digitais.
- Paula Azevedo tornou-se a primeira diretora-presidente do Inhotim em 2024, com governança reformulada e foco em arte, natureza e educação, promovendo ações como o festival Anoitecer em parceria com a Gucci.
- Pollyanna Quintela, curadora da Pinacoteca, atuou no MAR e na Pina Contemporânea, destacando a curadoria de Lenora de Barros e de outras artistas, e contribuindo para a internacionalização da instituição e para ampliar o público.
A ForbesLife Fashion ouviu seis mulheres que transformam o mercado de arte no Brasil. Em diferentes frentes, elas trabalham para ampliar educação, acesso e participação do público em instituições, obras e artistas. O objetivo é aproximar as pessoas da arte de forma orgânica e convidativa.
A linha comum é priorizar formatos de visitação, parcerias e projetos educativos. As lideranças destacam a importância de democratizar o acesso e de ampliar a presença da cultura brasileira tanto no país quanto no exterior.
Andrea Pinheiro e Maguy Etlin
Andrea Pinheiro, presidenta, e Maguy Etlin, vice-presidente, conduzem a Fundação Bienal. Eleitas para o biênio, ampliaram a circulação da 35ª Bienal em 11 cidades, recorde para a mostra itinerante. Também lideraram a participação brasileira na Veneza.
A dupla criou um comitê para escolhas curatoriais, supervisionou melhorias no prédio do Parque Ibirapuera e aproximou novos patrocinadores. O foco educativo passou a ocupar mais espaço no planejamento institucional.
Maguy reforça a meta de estender o tempo de visitação, coincidindo com férias escolares. O objetivo é ampliar parcerias para levar arte às crianças, mantendo vivo o legado da Bienal, iniciado em 1951.
A gestão, com mais de 30 anos de experiência, combina visão de liderança com inovação em projetos. O comitê internacional atua como embaixada da Bienal fora do Brasil, fortalecendo redes e pesquisa.
Elizabeth Machado e Daniela Villela
Elizabeth Machado, presidente desde 2021, e Daniela Villela, vice-presidente desde 2019, comandam o MAM-SP em meio a reformas. A marquise do parque Ibirapuera forçou o fechamento temporário, porém abriu espaço para novas ações.
O Panorama da Arte Brasileira, edição Mil Graus, atraiu 90 mil visitantes. A biblioteca foi reorganizada com mais de 70 mil volumes, e 5 mil obras foram reordenadas, gerando parcerias com instituições como Bienal, MAC e Sesc.
Projetos digitais ganharam destaque, com curadoria em ambientes 3D, podcasts e visitas a ateliês. A colaboração com a Hang Loose trouxe presença da arte na rua, conectando moda e museu.
Daniela Villela, vice-presidente, ressalta a importância de parcerias contínuas. O educativo acompanha a curadoria, fortalecendo o preparo de educadores e profissionais de fora.
O programa educativo do museu tem cinco frentes: visitação, igual diferente, Família MAM, contatos com a arte e domingo MAM, ampliando o alcance junto ao público.
Paula Azevedo
Paula Azevedo tornou-se, em 2024, a primeira mulher a ocupar a diretoria-presidente do Inhotim, maior museu a céu aberto da América Latina. Sua trajetória passou pelo MAM-SP, IAC e Instituto Tomie Ohtake, antes de chegar a Brumadinho.
A governança do Inhotim passou por reformulações, com um conselho deliberativo plurilíbrio. Em seu primeiro ano, a gestão intensificou a missão, visão e valores, mantendo o foco em arte, natureza e educação.
Entre os resultados, destacam-se a presença de artistas como Grada Kilomba, Paulo Nazareth, Pipilotti Rist e Rivane Neuenschwander. O museu também promoveu projetos como Anoitecer, com apoio da Gucci, e celebrou 10 anos da Galeria Claudia Andujar.
Azevedo ressalta que o museu opera em dois biomas relevantes do país e que a natureza é parte de sua programação. A gestão busca ampliar a colaboração com comunidades locais e institucionais.
Pollyanna Quintela
Pollyanna Quintela atua como curadora da Pinacoteca, envolvendo-se desde a história da arte até a curadoria contemporânea. Sua trajetória inclui o MAR e passagens por Sesc Pompeia, além de pesquisas sobre crítica de arte no Brasil.
Ela participou de exposições como FARSA – Língua, Fratura, Ficção: Brasil-Portugal e Flávio de Carvalho Experimental. Também colaborou com textos para veículos especializados, ampliando o diálogo entre museus e público.
A mudança para São Paulo, em 2022, integrou a equipe da Pinacoteca e a Pina Contemporânea, fortalecendo a gestão e a internacionalização da programação. Quintela enfatiza a importância de manter o público atento e engajado.
Para a curator, o acervo da Pinacoteca é uma fonte inesgotável de pesquisa, com reforço na abertura de ações para além do espaço físico. Ela aposta em projetos que conectem arte, linguagem e público de maneira relevante.
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