- Mashonda Tifrere é cantora que se tornou curadora e fundadora das organizações ArtLeadHER e Art Genesis, com foco em ampliar oportunidades para mulheres e artistas sub-representados.
- Mora em San Diego desde 2020 e concentra a coleção em apoiar artistas negros vivos, incluindo nomes como Derrick Adams e Tawny Chatmon.
- Recentemente comprou uma pintura de Hiba Schahbaz; a primeira grande mostra da artista, The Garden, está em cartaz até 16 de março no Museum of Contemporary Art North Miami.
- Sua prática de compra é deliberada: ela costuma dormir na decisão entre 24 e 72 horas e afirma não ter arrependimentos.
- Caso pudesse ter uma obra de qualquer museu, escolheria Untitled (Skull) de Jean‑Michel Basquiat, no The Broad. Também apoia a seleção Focus de Frieze Los Angeles, que valoriza artistas emergentes.
Mashonda Tifrere, cantora convertida em curadora e conselheira de arte, relata a sua trajetória e as escolhas que guiam a sua atuação. Fundadora de duas ONGs voltadas para mulheres e artistas sub-representados, ela foca a curadoria na promoção de artistas vivos negros e emergentes. A entrevista destaca seu apoio a Hiba Schahbaz e a participação em projetos institucionais.
Tifrere criou em 2016 as organizações ArtLeadHER, que oferece educação e oportunidades de exposição para mulheres e meninas, e Art Genesis, que facilita a organização de shows para artistas em início de carreira. Ao longo da última década, ela já realizou mais de 40 exposições e trabalhou com mais de 250 artistas mulheres em todo o mundo.
Radicada em San Diego desde 2020, a curadora coleciona obras de artistas negros vivos e já adquiriu trabalhos de nomes como Derrick Adams, Patrick Alston, Tawny Chatmon, Monica Ikegwu, Nate Lewis, Lauren Pearce e Chantel Walkes. Tifrere cresceu no Harlem dos anos 1980 e atribui sua inspiração a um tio artista e a uma godmother colecionadora.
Coleção e mostras em destaque
Entre as peças que integram sua coleção, está uma fotografia em preto e branco de Gordon Parks, Untitled, Harlem, NYC (1952). A curadoria recente inclui a exibição da obra de Faith Ringgold na galeria da UC San Diego, com abertura prevista para o sábado, 28 de fevereiro.
A profissional também colaborou com a UC San Diego para criar um audioguia de mindfulness para a Stuart Collection, um conjunto de 22 obras de arte pública, e organizou uma mostra dedicada a Ringgold. Esses trabalhos refletem o foco em artistas vivos e na educação visual para públicos diversos.
Novas aquisições e perspectivas
Recentemente, Tifrere adquiriu uma pintura de Hiba Schahbaz, cuja primeira grande exposição, The Garden, permanece em cartaz até 16 de março no Museum of Contemporary Art North Miami. A aquisição reforça o interesse da colecionadora por artistas em ascensão e por narrativas sob-representadas no circuito contemporâneo.
Em entrevista à imprensa especializada, Tifrere também revelou hábitos de compra: costuma dormir na decisão por 24 a 72 horas e evita compras impulsivas. Ela afirma que não se arrepende de suas aquisições, defendendo que, se uma obra for destinada a ela, sempre haverá tempo.
Perspectivas e referências
Entre as obras que gostaria de ter, a curadora cita o trabalho Untitled (Skull) (1981) de Jean-Michel Basquiat, em The Broad. Sobre o panorama atual, ela aponta para o foco do setor Focus em Frieze Los Angeles, que valoriza artistas emergentes, como um palanque para novas vozes.
A artista também compartilha preferências pessoais, como o brunch no Ivy at the Shore, em Santa Monica, e comenta que, para eventos futuros, mantém o olhar atento a laboratórios criativos e exposições de relevância para a educação artística de mulheres e comunidades negras.
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