- O governo mexicano pediu à Sotheby’s, em Nova York, a retirada de dois artefatos pré-colombianos da venda Art of Africa, Oceania and the Americas, realizada na quinta-feira de manhã.
- Um dos itens é uma máscara de pedra de Teotihuacán (aprox. AD 450–AD 650), com lance estimado entre US$ 30 mil e US$ 50 mil; o outro é uma figura cerâmica pequena com adereços cerimoniais (aprox. AD 550–AD 950), estimada entre US$ 5 mil e US$ 7 mil.
- O Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) analisou as peças e as afirmou como parte do patrimônio cultural do país, afirmando ter adotado ações para sua retirada e restituição, embora sem detalhar as medidas.
- A Sotheby’s informou que, após diligência minuciosa sobre a procedência, não encontrou fundamentação para a alegação de que as obras sejam ilegais, afirmando ter trabalhado com UNESCO no processo.
- As peças têm histórico de comércio de arte pré-colombiana e já passaram por diversas coleções, com ligações a comerciantes e galerias de Nova York; México tem buscado recuperação de objetos no exterior em leilões anteriores, sem resultados consistentes até o momento.
Ações do governo mexicano visam atrasar a venda de dois artefatos pré-colombianos em Nova York. O governo pediu à Sotheby’s que retire as peças da venda Arte da África, Oceanía e Américas, marcada para a manhã desta quinta-feira (18 de junho). O pedido foi feito pela secretária de Cultura, Claudia Curiel de Icaza, com base em avaliação do INAH que considera as obras como patrimônio nacional.
Segundo o INAH, as peças analisadas são parte do patrimônio cultural do país e devem ser devolvidas. Curiel de Icaza informou que medidas já estavam em curso para a retirada e restituição, sem detalhar quais ações seriam. A autoridade reforçou o compromisso do México com a proteção de bens culturais.
As peças em questão têm ligações com o comerciante Everett Rassiga, alvo de escrutínio em operações de comércio de arte pré-colombiana. Um dos itens é uma máscara de pedra de Teotihuacán (c. AD 450-650) com estimativa de US$ 30 mil a US$ 50 mil, que teria sido vendida a um colecionador em Nova York em 1968. A peça passou por várias mãos antes de chegar ao proprietário atual.
O segundo item é uma pequena figura cerâmica vestindo traje cerimonial (c. AD 550-950), estimada entre US$ 5 mil e US$ 7 mil. A cerâmica teve aquisições anteriores envolvendo coleções privadas de Nova York e acabou integrada a acervos de museus como o British Museum e o Art Institute of Chicago. A peça também figura em registros de provenance ligados a Rassiga e à galeria Ancient Art of the New World.
Contexto e desdobramentos
A venda em Nova York acontece dentro de um edital de Sotheby’s para obras da América pré-colombiana. O governo mexicano já atuou em casos anteriores com Christie’s e Bonhams, porém com resultados limitados. As autoridades argumentam que leis de restituição e prazos impactam o retorno de peças ao país.
A Sotheby’s informou ter conduzido due diligence rigorosa e ter consultado a Unesco ao avaliar a provenance dos lotes, afirmando não haver base para a alegação de irregularidade. O INAH não comentou o caso até o fechamento desta edição.
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