- O Centre Pompidou Hanwha é inaugurado em 4 de junho em Seul, tornando-se a segunda filial da instituição na Ásia.
- O museu funcionará por quatro anos em parceria entre a Hanwha Foundation of Culture e o Centre Pompidou, com duas exposições por ano da coleção Pompidou.
- A exposição inaugural Korea Focus, no hall de arte contemporânea global com foco coreano, traz obras de mais de 40 artistas em cerca de noventa peças, incluindo artistas femininas históricamente sub-representadas.
- A primeira mostra internacional será The Cubists: Inventing Modern Vision, com obras europeias do início do século XX, em exibição até 4 de outubro.
- Há debates sobre o peso de uma curadoria amplamente ocidental, questões sobre financiamento e ligações da Hanwha a setores militares, com manifestações e críticas locais sobre dependência cultural e impacto econômico.
O Centro Pompidou Hanwha, em Seul, abrirá ao público no dia 4 de junho, marcando a segunda its receptor asiático da instituição francesa após Shanghai. O espaço funciona como parceria de four anos entre a Hanwha Foundation of Culture e o Centre Pompidou, com duas exposições anuais vindas da coleção parisiense.
A mostra inaugural, The Cubists: Inventing Modern Vision, fica em cartaz até 4 de outubro. O projeto prevê, a cada ano, uma circulação de obras entre Paris e Seul, com foco em arte moderna e contemporânea. Além disso, uma sala dedicada à visão coreana e internacional será curada in-house.
A proposta da parceria é promover uma troca recíproca, segundo a Hanwha Foundation. O objetivo é conectar a cultura coreana ao panorama global, sem apresentar o Pompidou como uma simples vitrine de arte ocidental. A abertura coincide com o 140º aniversário das relações diplomáticas entre França e Coreia do Sul.
O novo museu está instalado no edifício 63 Building, sede do grupo Hanwha, que possui 11 mil m² distribuídos em quatro andares. Entre as duas grandes áreas expositivas, uma terá obras europeias do início do século XX; a outra apresentará arte contemporânea global com foco coreano, a ser curada pela equipe local. A programação Korea Focus trará contexto nacional ao Cubismo.
Autoridades destacam o caráter colaborativo do projeto, afirmando que não se trata de replicar o modelo de Paris, mas de adaptar o conteúdo às especificidades locais. O objetivo é criar uma oferta cultural ajustada ao público sul-coreano, ampliando o alcance da instituição francesa.
A Hanwha Foundation não comentou relatos sobre possíveis pagamentos de aproximadamente US$ 21 milhões ao Pompidou ao longo de quatro anos. A controvérsia envolve debates sobre o uso de empréstimos europeus e o apoio à cena artística coreana. A relação entre Hanwha e setores militares também tem gerado questionamentos globais.
Especialistas reconhecem o potencial da parceria, mas alertam para riscos de dependência cultural. Um ex-curador nacional de arte contemporânea teme que a presença do nome Pompidou torne a cena coreana mais consumidora de obras ocidentais do que criadora de centros autônomos. Há também preocupação com a repetição de modelos empresariais ao redor do mundo.
Busan já firmou acordo com o Pompidou para uma filial prevista para 2031, enfrentando críticas públicas sobre impacto ambiental e orçamento. Outros museus internacionais também buscam espaço em Seul, ampliando o cenário de instituições estrangeiras na capital.
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