- O Irã diz que ainda negocia para participar da Bienal de Veneza de 2026, apesar da organização ter anunciado oficialmente que não participaria.
- A Bienal informou, no dia quatro de maio, que o Irã não participaria do evento, sem detalhar o motivo.
- O diretor-geral de artes visuais do Ministério da Cultura e Orientação Islâmica (MCIG), Ay… Mahdizadeh Tehrani, afirmou que não houve retirada nem recusa, apenas pedido de mais tempo para as negociações.
- O motivo para a divulgação próxima à abertura envolve procedimentos internos da Bienal, além de a guerra entre EUA e Israel ter dificultado um acordo e a desvalorização cambial aumentar custos.
- O Irã propôs uma participação de dois ou três meses, que foi rejeitada, e enviou, em dez de maio, uma carta solicitando que o pavilhão seja aberto mesmo sem competir; o país aguarda resposta final.
O ministro da Cultura do Irã, por meio de Mahdizadeh Tehrani, afirmou que o país não deixou a Venice Biennale 2026 e continua buscando participação, mesmo após o anúncio de não participação feito pela organização do evento. Em aberto desde o anúncio, o diálogo permanece ativo para viabilizar uma presença parcial ou em prazo reduzido.
Segundo o porta-voz iraniano, ainda havia espaço para acordo. A comitiva do Irã disse ter enviado uma carta aos organizadores em 10 de maio defendendo abertura do pavilhão, mesmo que a participação plena no prêmio não fosse possível. A expectativa era manter o pavilhão aberto ao menos por parte do período expositivo.
A Biennale anunciou, no início de maio, que o Irã não participaria da 61ª Exposição Internacional de Arte, com abertura em 9 de maio, em Veneza, na Itália. A declaração não detalhou os motivos e não houve esclarecimentos adicionais imediatos por parte dos organizadores.
A controvérsia envolve avaliações de custos, vistos sob uma conjuntura de guerra regional e instabilidade econômica. Mahdizadeh Tehrani citou que mudanças abruptas de câmbio elevaram custos para além do orçamento previsto, tornando inviável a participação integral de sete meses. O envio poderia prever dois ou três meses.
Sobre o formato proposto, o diretor-geral de artes visuais do MCIG indicou que o projeto seria uma apresentação coletiva, com tecnologia e diversas perspectivas. O objetivo é manter a presença no evento durante o verão europeu, com confirmação de cronograma pendente.
A delegação iraniana também destacou que a diplomacia trabalha para assegurar a participação, com intervenção da pasta externa ressaltando a importância da presença de Irã em Veneza. A resposta final da Biennale permanece aguardada, com expectativa de definição nos próximos dias.
Histórico e contexto
O Irã participou pela primeira vez no evento em 1956 e retornou de forma mais consistente a partir de 2003, com participação intermitente até 2015, quando houve maior regularidade. A atual situação ressalta a busca por um marco estável de participação permanente em futuras edições.
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