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Exposição de arte dos Emirados em Seul revela vida pré-guerra no UAE

Exposição em Seul reúne 47 artistas dos Emirados Árabes Unidos, em parceria entre SeMA e a Abu Dhabi Music and Arts Foundation, destacando vozes femininas e mudanças urbanas

Farah Al Qasimi's Signs of Life (2023) Photo: Cocoapictures
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  • Exposição Proximities, parceria entre o Seoul Museum of Art (SeMA) e a Abu Dhabi Music and Arts Foundation, apresenta obras de 47 artistas com base nos Emirados Árabes Unidos, em SeMA, na Coreia do Sul.
  • A mostra, com mais de 110 obras, ficou aberta até 29 de março, destacando perspectivas sobre a vida pré‑guerra nos Emirados e desconstrução de estereótipos.
  • O conjunto inclui seções como A Place for Turning, com fotografias de Farah Al Qasimi, e Recording Distance, Not Topography, curada por Mohammed Kazem e Cristiana de Marchi, abordando espaços, migração e transformação urbana.
  • Destaques citados incluem obras de Layan Attari sobre Dubai e de Shaikha Al Ketbi, que exploram paisagens, fantasmas e memórias de mudanças de espaço; também aparecem temas femininos e vozes femininas da região.
  • A mostra reforça uma tentativa de ligação cultural entre Emirados e Coreia do Sul, destacando histórico compartilhado de desenvolvimento rápido e sem ênfase em promover interesses políticos, diferente de outros formatos de intercâmbio.

A exposição Proximities, da UAE, abriu no Seoul Museum of Art (SeMA) e reuniu obras de 47 artistas com produção na Emirados Árabes Unidos. A mostra foi organizada pelo SeMA em parceria com a Abu Dhabi Music and Arts Foundation. O objetivo era apresentar perspectivas diversas sobre a vida no UAE, incluindo trabalhos de residentes estrangeiros.

A mostra permaneceu em cartaz até 29 de março, pouco tempo após o início de conflitos na região envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A curadoria buscou evitar estereótipos de ostentação e oferecer uma leitura da vida cotidiana, mudanças urbanas e relações socioeconômicas no país.

Após a abertura em dezembro, o conjunto totalizou mais de 110 obras distribuídas por duas plantas do museu. A curadoria contou com Maya El Khalil, Eunju Kim e seis artistas-curadores, com uma abordagem que privilegia várias perspectivas sobre o cenário artístico UAE.

Contexto e curadoria

A exposição Questou abrir espaço para vozes femininas e feministas da região, incluindo a artista Aliyah Al Awadhi, cuja obra Corpse (2022) aborda direitos reprodutivos a partir de uma leitura crítica de posições internacionais. A curadoria também destacou trabalhos de Shaikha Al Ketbi, com imagens de figuras sem rosto em espaços vazios e paisagens de transformação urbana.

Sequência e temas

Entre as obras destaca-se Zen Dubai Fountain de Layan Attari (2019), que utiliza sons da fonte de Dubai sem música, interpretados através de uma concha artificial. A peça dialoga com a relação histórica entre o UAE e o mar, além da transformação de paisagens e recursos hídricos na região.

Registro de memória e migração

Outra linha aborda migração e construção civil, com imagens de Kaiem Mohammed Kazem em Window 2003-2005 (2005), que retrata a construção de um arranha-céu em Dubai e a vida de trabalhadores migrantes. O conjunto busca evidenciar a distância entre o cotidiano de quem trabalha na construção e o espaço onde chegam a morar.

Conexões regionais

A mostra é resultado da cooperação entre SeMA e a Abu Dhabi Music & Arts Foundation, na linha de aproximar culturas não ocidentais sem intermediários tradicionais. A proposta dialoga com o histórico de desenvolvimento econômico rápido de Emirados e Coreia do Sul, ambos marcados por processos de colonização e transformação social.

Observação contextual

Ao longo das semanas finais, a exposição refletiu tensões regionais, com referência às bases militares dos EUA em ambos os países e aos impactos indiretos de ações militares na região. Obras como Goathouse, de Maitha Ali (2021), exploram memórias de migração e a tensão de identidades regionais frente a conflitos históricos.

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