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Jane Fonda lidera protesto contra ofensiva de Trump às artes e à mídia

Jane Fonda lidera ato em frente ao Kennedy Center contra censura, cortes nas artes e ataques à liberdade de expressão sob o governo Trump

Jane Fona speaks outside the Kennedy Center in Washington on Friday.
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  • Jane Fonda liderou, diante do Kennedy Center, um comício em Washington para defender a liberdade de expressão e resistir ao que classificam como ataques de Trump às artes e à mídia.
  • O evento, organizado pelo Committee for the First Amendment, reuniu cerca de cem convidados para denunciar censura, remoção de livros e desfinanciamento de museus, da National Endowment for the Arts e de conselhos estaduais de artes.
  • Fonda afirmou que o Kennedy Center, que será fechado por dois anos para reformas, simboliza o que está ocorrendo com as artes no país.
  • Participantes como Joy Reid, Jim Acosta e Ann Patchett falaram sobre concentração de mídia, pressão política e censura.
  • A programação incluiu leituras sobre o McCarthyismo e apresentações de Joan Baez e Maggie Rogers; Baez disse que continuará lutando pela liberdade de expressão.

Jane Fonda conduziu um protesto próximo ao John F. Kennedy Center for the Performing Arts, em Washington, para exigir defesa da liberdade de expressão e resistência a tentativas de censura por parte da gestão do ex-presidente Donald Trump. O evento reuniu jornalistas, músicos e escritores, com cerca de 100 convidados, sob chuva típica de fim de semana.

O ato foi organizado pelo Comitê pela Primeira Emenda, grupo associado a Fonda. A programação incluiu falas de grandes nomes do jornalismo e da música, críticas à supressão de obras e à retirada de apoios a instituições culturais. O objetivo foi denunciar o que os organizadores chamaram de ataques coordenados à imprensa e à memória histórica.

A escolha do Kennedy Center como cenário teve mensagem política: o centro informou ter recebido ordem para renovações por tempo indeterminado, com cortes de pessoal já em curso. Segundo os organizadores, o movimento visa alertar sobre riscos à independência de artistas, museus e veículos de comunicação.

Desdobramentos e vozes presentes

Joy Reid e Jim Acosta, veteranos da televisão, apresentaram diagnóstico sobre a atual paisagem midiática, apontando pressão política e consolidação de grandes grupos. Eles defenderam o uso da linguagem firme na cobertura de eventos, sem censura de informações relevantes.

Jessica González, da organização Free Press, destacou riscos ligados à aquisição de impérios midiáticos por bilionários. Ela criticou fusões entre estúdios e argumentou que tais movimentos poderiam reduzir a diversidade de perspectivas e criar mecanismos para agradar o poder.

Autores e artistas presentes comentaram o atual cenário de supressão de obras. A romancista Ann Patchett mencionou casos de remoção de títulos de bibliotecas escolares e questionou a regulação de conteúdos potencialmente perigosos, apontando a necessidade de equilíbrio entre segurança e acesso à leitura.

Figuras como o ator Billy Porter, Griffin Dunne e Sam Waterston leram trechos históricos ligados ao período de caça às bruxas para contextualizar o momento. A cantora Joan Baez afirmou a intenção de manter o reconhecimento recebido, mantendo o compromisso com a defesa da liberdade de expressão.

A repercussão do evento ocorreu em meio a críticas sobre o atual clima político e cultural. Organizadores destacaram que a mobilização continua, com ações programadas em outras cidades, reforçando a narrativa de defesa da imprensa e da diversidade cultural.

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