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Simon Fujiwara explora Guernica, sífilis e estrela pornô japonesa em Luxemburgo

Artista britânico aborda Guernica, sífilis e Koh Masaki em mostra no Mudam, questionando a construção do eu na era digital

Simon Fujiwara, ‘A Conquest’, (2020–ongoing)
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  • O artista britânico Simon Fujiwara apresentará uma nova leitura de Guernica na exposição retrospectiva de vinte anos de carreira, no Mudam Luxembourg, de 20 de março a 23 de agosto.
  • A obra que dialoga com Guernica é A Whole New World (for Who?), a terceira tela da série Who the Baer, com figuras exaustas em meio a corpos e estilhaços de guerra.
  • Além de Guernica, a exposição aborda Syphilis: A Conquest (2020–2023), reinterpretando a sífilis como tema histórico e contemporâneo em obras com bustos de artistas como Goya, Toulouse-Lautrec, Van Gogh e Gauguin.
  • Outros trabalhos exploram figuras reais, como Joanne Salley, ex-Miss Northern Ireland, em Joanne (2016–2018), e uma peça chamada Likeness (2018), uma versão em cera de Anne Frank.
  • O final da mostra é marcado por The Way (2015–2026), dedicado a Koh Masaki, com imagens da última etapa de sua vida, ressaltando a humanização de figuras associadas à pornografia.

Simon Fujiwara expõe no Mudam Luxembourg uma leitura própria de Guernica, relações entre doença e desejo e a figura de um protagonista fictício. A mostra, intitulada A Whole New World, fica em cartaz de 20 de março a 23 de agosto e reúne obras ao longo de duas décadas.

O artista britânico mergulha na construção do eu por meio de referências históricas e contemporâneas. Entre as peças, a releitura de Guernica mostra Who the Baer submerso em corpos e bombas, em um cenário de conflito atual.

Obra e temas

A exposição organiza-se como um parque temático com zonas distintas. Fujiwara comenta que o espaço funciona como uma instalação que conecta pornografia, doença e pandemias, temas centrais da mostra.

Entre as peças que tratam de doença, Syphilis: A Conquest (2020-23) reinterpreta a sífilis como parte de uma continuidade artística, com bustos de artistas históricos para desestigmatizar o tema.

Joanne (2016-18) destaca Joanne Salley, ex-Miss Northern Ireland, figura que o inspirou quando lecionava em Harrow. A obra aborda influência e memória diante de controvérsias públicas.

Likeness (2018) recria em cera a figura de Anne Frank, buscando desmistificar a figura histórica da diarista, figura emblemática da perseguição nazista.

A conclusão da mostra recai sobre Koh Masaki em The Way (2015-26). O conjunto de imagens registra momentos íntimos do ator, contrastando a privacidade com a exploração pública na indústria do entretenimento adulto.

O objetivo da exposição, segundo o comissionamento, é questionar como o indivíduo se constrói nos tempos atuais, diante de meios digitais e múltiplas versões de realidade. Fujiwara descreve o projeto como uma investigação sobre identidade.

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