- O prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro, disse que o pavilhão da Rússia será fechado se houver propaganda no espaço, mas ele defende que a cidade siga como fórum de diálogo.
- Brugnaro afirmou que Veneza pratica diplomacia e abertura, embora reconheça que a Rússia, como Estado que invadiu a Ucrânia, seja um problema.
- A União Europeia já ameaçou cortar financiamentos à Bienal caso a Rússia participe, o que levou o ministro italiano da Cultura a pedir a demissão da representante do ministério no evento.
- A Bienal informou que não houve violação de regulamentos e que as sanções à Federação Russa foram cumpridas; a entidade também destacou planos de espaço de dissenso ligado à história da Mostra.
- A participação russo-musical foi anunciada pelo enviado cultural russo, em meio a disputas entre a presidência da Bienal, o governo italiano e críticas de grupos de dissidência.
O prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro, disse que o pavilhão da Rússia na Bienal de Veneza será fechado caso haja propaganda. A declaração ocorreu durante a apresentação da renovação do Pavilhão Central, na cidade italiana, em 19 de março.
Brugnaro afirmou que Veneza deve continuar sendo espaço de diplomacia e abertura, mas não tolerará ações propagandistas do governo russo. A posição foi reiterada após anúncio de participação musical russa na mostra.
O debate envolve também o presidente da Bienal, Pietrangelo Buttafuoco, e o ministro da Cultura italiano, Alessandro Giuli. Eles divergem sobre como interpretar a participação russa no evento internacional.
Desdobramentos na disputa institucional
Em meio ao debate, a União Europeia condicionou financiamento caso a Rússia participe, e Giuli pediu a resignação de Tamara Gregoretti, representante da Cultura na Bienal, além de exigir documentação completa de planos para o pavilhão russo.
A Bienal afirmou que não houve violação de normas nem sanções, e que as exigências legais foram cumpridas. A instituição ressaltou que trabalha para manter a conformidade com a legislação vigente.
Paralelamente, Buttafuoco anunciou a criação de espaços temáticos na edição de 2026, incluindo uma programação que relembra o movimento de dissenso e debate sobre potências globais, com foco em liberdade artística e crítica institucional.
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