- Margaret Hodge pediu uma revisão radical no Arts Council England para responder aos desafios do setor cultural, alertando que não acolher as recomendações seria um “desastre”.
- A crítica foca na perda de confiança das entidades apoiadas, em parte por percepção de interferência política do governo.
- Hodge aponta o ACE como “burocrático”, com processos lentos que sufocam a criatividade e não oferecem suporte adequado.
- Entre as medidas, destaca maior transparência entre o ministro da cultura e o ACE, com cartas públicas, e a necessidade de reformar padrões de financiamento.
- Outras ideias incluem devolução de recursos por produções financiadas publicamente que geram sucesso comercial, mudança no estatuto para criar braço comercial e extensão do ciclo de organizações do portfólio nacional.
Arts Council England precisa de uma revolução radical para responder aos desafios do setor cultural, segundo Margaret Hodge. Em depoimento ao comitê do DCMS, ela advertiu que, se não for atendida, a situação pode se tornar um desastre.
A parlamentar trabalhista liderou uma análise crítica do ACE e destacou perda de confiança entre as comunidades atendidas. A percepção de interferência política exercida pelo governo é apontada como parte do problema.
O relatório relata que a decisão de transferir a English National Opera de Londres para Manchester gerou impacto direto em cerca de 700 pessoas ouvidas no estudo. A solução passa por mudanças profundas na governança.
Hodge defende maior transparência entre o secretário de Cultura e o ACE, com divulgação de cartas públicas. Ela também propõe readequar o papel da agência na paisagem cultural e reduzir a burocracia.
Entre as recomendações estão reformas para transformar shows financiados publicamente em casos de sucesso comercial, como o War Horse do National Theatre, com possível mudança no royal charter para criar um braço comercial do ACE.
Outra linha envolve apoio a orquestras com alívio de impostos de tournée, principalmente para atividades na Europa, onde os custos aumentaram após o Brexit. O objetivo é ampliar a mobilidade e a sustentabilidade.
O estudo, divulgado em dezembro, aponta queda de respeito e confiança no ACE entre os beneficiários, em parte pela percepção de interferência política nas decisões. O ACE é visto como órgão controlador pela burocracia excessiva.
A recomendação também sugere ampliar o ciclo das organizações nacionais até cinco anos, adotar um programa de candidaturas contínuo e garantir que parte significativa do financiamento seja assegurada nos próximos ciclos.
O ACE está em processo de escolher um novo presidente para substituir Sir Nicholas Serota. Segundo Hodge, o próximo líder deve atuar como Gestor de mudanças, ter paixão pelas artes e ser um forte defensor do setor.
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