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British Museum empresta tapeçaria frágil sobre a vida de Krishna ao Assam

Vastra Vrindavani, tecido de nove metros com cenas de Krishna, será emprestada pelo British Museum a Assam por seis meses a cada dez anos, a partir de 2027, para exposição e nova ala do museu

The nine-metre-long Vrindavani Vastra, woven 350 years ago, is the largest and earliest known work of art to feature inscriptions in the Assamese language
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  • O Vrindavani Vastra, tapeçaria de 350 anos que retrata a vida de Krishna, será emprestada do Museu Britânico para Assam por seis meses, a partir de 2027.
  • O empréstimo é condicionado à construção de uma nova extensão no Assam State Museum, em Guwahati, para abrigar o tecido extremamente frágil.
  • A obra é o maior e o primeiro registro conhecido de arte com inscrições em assamês, e foi tida como peça central da vida cultural de Assam.
  • A tapeçaria foi originalmente levada a Tibete no século XVIII e voltou a ser exibida publicamente em 2016, no Reino Unido, sob gestão do Museu Britânico.
  • O acordo segue a política do Museu Britânico de favorecer parcerias (em vez de devoluções permanentes) e envolve financiamento para transporte, conservação e pesquisa, com cooperação entre museus globais.

O Vrindavani Vastra, tapeçaria do século 17 que retrata cenas da vida de Krishna, será devolvida temporariamente à Assam, na Índia, através de um empréstimo do British Museum. O acordo entre o museu londrino e o governo estadual prevê exibição de seis meses a cada década, a partir de 2027.

A peça, muito frágil, só pode ser exposta por período limitado. O governo de Assam planeja construir uma extensão no Assam State Museum, em Guwahati, para abrigar o tecido, considerado vital para a memória cultural local.

A tapeçaria tem nove metros de comprimento e foi tecida há cerca de 350 anos nos contrafortes do Himalaia. Foi provavelmente criada para um Satras, centros culturais de Sankardev, figura central da espiritualidade assamesa.

Origens, trajetória e importância

O Vrindavani Vastra ficou conhecido por abrigar inscrições em assamês, sendo uma das primeiras obras de arte desse idioma. Após peregrinações tibetanas e desbaste de rotas históricas, a peça acabou chegando a Tibete, onde permaneceu por séculos.

Especialistas apontam que o objeto pode ter passado por várias mãos durante o deslocamento entre Assam e o Tibete. A transferência ocorreu, em parte, durante a expedição de Younghusband, no início do século XX, que saqueou parte do acervo tibetano.

Em 2025, o governo de Assam sinalizou interesse no empréstimo ao British Museum, buscando recursos para a operação. O acordo formal foi firmado após o encontro entre o chefe do governo de Assam, em Londres, com o objetivo de manter a mostra por seis meses.

Condições e impacto cultural

O empréstimo è viabilizado com financiamento da empresa Jindal Group, com recursos para o transporte, a ampliação do museu e um programa de pesquisa no centro de conservação têxtil do British Museum. Conservadores da instituição farão inspeções detalhadas antes do envio a Índia.

O acordo reflete uma política de cooperação cultural entre instituições, priorizando empréstimos em vez de devoluções permanentes. A iniciativa inclui uma colaboração mais ampla com museus indianos e internacionais para exibir artefatos com vínculos com a história e cultura de Assam.

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