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Pavilhão da África do Sul ficará vazio na Bienal de Veneza 2026, afirma ministério da Cultura

Pavilhão da África do Sul ficará vazio na Bienal de Veneza de 2026 após decisão judicial que rejeitou recurso de Gabrielle Goliath, encerrando o projeto controverso

Gabrielle Goliath has said that she will be appealing against the high court’s decision to dismiss her urgent application
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  • O pavilhão da África do Sul estará vazio na Bienal de Veneza de 2026, segundo o Departamento de Esportes, Artes e Cultura (DSAC).
  • A decisão ocorre após a Justiça sul-africana rejeitar a solicitação urgente de Gabrielle Goliath para reverter o cancelamento do projeto.
  • O projeto Elegy, de Goliath e Ingrid Masondo, tratava de femicídio e violência contra LGBTQI+ na África do Sul, incluindo uma seção sobre Gaza que gerou controvérsia.
  • O ministro Gayton McKenzie pediu a mudança da parte relacionada a Gaza; ao recusar, o ministro cancelou o plano em janeiro.
  • A comunidade artística reagiu com indignação, e a equipe de Goliath disse que irá recorrer; o DSAC informou que não haverá exposição apoiada pelo governo no pavilhão.

O pavilhão da África do Sul ficará vazio na edição de 2026 da Bienal de Veneza, informou o Departamento de Esportes, Artes e Cultura (DSAC). A decisão ocorre após a corte superior ter rejeitado a tentativa de Gabrielle Goliath de reativar o projeto cancelado para o espaço.

O projeto Elegy, em três partes, seria apresentado por Goliath e a curadora Ingrid Masondo, em formato de vídeo. A obra, iniciada em 2015, aborda femicídio e violência contra LGBTQI+ na África do Sul, expandindo para Namíbia e Gaza na nova versão.

Em dezembro, o ministro Gayton McKenzie criticou a parte sobre Gaza, considerando-a divisiva e solicitando mudanças. A recusa de Goliath levou ao cancelamento do projeto em 2 de janeiro. A decisão judicial de 18 de fevereiro manteve o cancelamento sem apresentar razões detalhadas.

A DSAC informou que não haverá exposição apoiada pelo governo na Pavilhão da África do Sul. A pasta não comentou sobre impactos na imagem do país, alegando que a avaliação seria especulativa. Enquanto isso, a equipe está reorganizando o processo de planejamento da participação.

Reducionismo no processo gerou mudanças: ao menos uma equipe de artistas foi designada para preparar conteúdo para o pavilhão, e o coletivo Beyond the Frames disse estar em diálogo com o DSAC. Em janeiro, a entidade informou que não seguiria com os planos para Veneza.

Goliath manteve a posição de tentar levar Elegy a Veneza, ainda que em espaço diferente. Ela destacou que a obra pode ser apresentada em diversos formatos e espaços, desde galerias a espaços públicos, perante condições adequadas de cuidado. A curadora Ingrid Masondo não foi mencionada em novas performances.

Reação da comunidade artística sul-africana foi de incredulidade e descontentamento com a decisão judicial. Artistas renomados apontam impactos na liberdade de expressão e no papel da cultura na construção da identidade nacional, segundo relatos de órgãos especializados.

Especialistas e organizações dedicadas à expressão artística expressaram preocupação com o precedente para a liberdade de criação e o papel do Estado na censura. O governo não comentou novos posicionamentos sobre o caso nem sobre futuras intervenções no panorama cultural do país.

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