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Amarelo, a cor favorita de Van Gogh, inspira estudo

Exposição em Amsterdã enfatiza o amarelo de Van Gogh, com oito obras da coleção do museu e explicações sobre pigmentos e iluminação

Van Gogh’s Sunflowers (January 1889)
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  • A exposição Yellow: Beyond Van Gogh’s Colour, no Van Gogh Museum, em Amsterdã, apresenta oito quadros de Van Gogh, todos do acervo da instituição, começando com a peça Sunflowers (January 1889).
  • Entre as obras em exibição estão Quinces, Lemons, Pears and Grapes (setembro-outubro de 1887) e The Yellow House (setembro de 1888).
  • Van Gogh usou chrome yellow em três tons para criar a “nota amarela alta”; a pintura Sunflowers hoje recebe iluminação abaixo de cinquenta lux para preservar a cor.
  • O amarelo, considerado símbolo de modernidade no fim do século XIX, inspirou também Gauguin em uma série de impressões feitas em papel amarelo para a Volpini suite.
  • A mostra reúne ainda obras de outros artistas, como Manet, Mondriaan, Chagall e Eliasson, além de destacar a relação de Van Gogh com o amarelo e sua influência na época.

A exposição Yellow: Beyond Van Gogh’s Colour chega ao Van Gogh Museum, em Amsterdam, destacando o uso do amarelo na obra do artista. A mostra reúne oito trabalhos de Van Gogh, todos do acervo do museu, com foco na cor que ele associava à modernidade e à energia vital. A curadoria é de Ann Blokland e Edwin Becker.

Entre as obras em destaque está Quinces, Lemons, Pears and Grapes (setembro-outubro de 1887), com moldura predominantemente amarela. Outra peça-chave é The Yellow House (setembro de 1888), retrato da lar local que o artista pintou durante a convivência com Gauguin. A curadoria enfatiza o papel do amarelo para evocar luminosidade e emoção.

A mostra explica que Van Gogh misturou três tons de amarelo cromo para alcançar o que descreveu como uma “nota amarela alta”. O pigmento, porém, tende a desbotar com o tempo, o que levou o museu a manter as obras sob iluminação baixa, abaixo de 50 lux.

Além de Van Gogh, o circuito expositivo inclui obras de Edouard Manet, Aristide Maillol, Cuno Amiet, Marc Chagall, Piet Mondrian e Olafur Eliasson, ampliando o diálogo sobre o uso da cor na arte europeia. O conjunto acompanha a ideia de que o amarelo representou modernidade no final do século XIX.

O museu também ressalta que, na época, o amarelo era associado à vitalidade da luz do sol e influenciou colegas de Van Gogh. A exposição apresenta cartas do artista que descrevem o amarelo como fonte de alegria e energia, reforçando o objetivo de transmitir emoção por meio da cor.

Na programação paralela, a instituição destaca a influência do amarelo na cultura visual da era, incluindo referências de literatura e design. A mostra contextualiza o amarelo como elemento cromático presente em obras de outros criadores da época.

No âmbito editorial, o Art Newspaper informa que um novo livro aborda o ano de Van Gogh em Saint-Rémy-de-Provence, intitulado Vincent van Gogh in Saint-Rémy-de-Provence. A obra reúne seis ensaios sobre o período central da trajetória do artista.

Martin Bailey, correspondente do The Art Newspaper e estudioso de Van Gogh, é apresentado como autor de vários títulos sobre a fase francesa do pintor. Bailey também atua como curador em diferentes exposições internacionais.

A curadoria da exposição no Van Gogh Museum reforça a relação entre a cor amarela e a percepção de modernidade, ilustrada pela própria presença online do museu, cuja homepage utiliza o amarelo como elemento de identidade visual. O objetivo é situar o amarelo como fio condutor da trajetória de Van Gogh.

Fontes: Van Gogh Museum, The Art Newspaper. As informações destacam obras em exibição, contexto histórico da cor, e lançamentos editoriais recentes sobre a vida do artista.

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