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Galeria de Londres corta quadro de funcionários por déficit de £8,2 milhões

National Gallery de Londres anuncia cortes de pessoal ante déficit de £8,2 milhões; saída voluntária e impactos na programação de exposições

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  • A National Gallery de Londres decidiu cortar custos e reduzir o quadro de funcionários diante de um déficit de £8,2 milhões no próximo ano, com expectativa de saídas significativas.
  • Será oferecido um programa de saída voluntária a quase 500 funcionários; se não houver redução suficiente, demissões compulsórias podem acontecer.
  • Os cortes podem afetar o programa de exposições, com menos mostras gratuitas, menos empréstimos internacionais e ingressos mais caros.
  • A galeria recebeu promessas de £150 milhões cada da Crankstart e da Julia Rausing Trust para uma nova extensão prevista para os anos 2030, projeto que deve seguir.
  • No ano fiscal em curso, espera-se déficit de cerca de £2 milhões; projeção para 2026-27 aponta déficit adicional de £6,2 milhões, elevando o total para £8,2 milhões, e visitas atingiram 3,8 milhões em 12 meses até set/2025.

A National Gallery de Londres anunciou cortes significativos de pessoal ante um déficit de 8,2 milhões de libras no próximo exercício. A instituição oferecerá um programa de saída voluntária para todos os empregados e pode proceder com demissões compulsórias se não houver economia suficiente. A medida visa equilibrar custos crescentes com a operação.

A instituição informou que atividades serão suspensas por motivos que fogem ao seu controle, incluindo pressões comerciais e aumento de custos operacionais. O objetivo é tornar o funcionamento sustentável mantendo a missão artística e educativa.

A notícia chega após a divulgação, em setembro, de doações de 150 milhões de libras cada uma – de Crankstart, de Michael Moritz, e da Julia Rausing Trust – para uma nova grande extensão programada para o início dos anos 2030. As doações são destinadas ao projeto e permanecem reservadas para ele.

Para o ano fiscal que termina em março, a galeria estima ter um déficit de cerca de 2 milhões de libras. Sem medidas rápidas, projeta-se que o déficit de 2026-27 alcance 8,2 milhões, somando os encargos existentes.

A galeria cita o cenário econômico global recente, com a crise do custo de vida, como fator-chave para o déficit. Além disso, reconhece competição maior pela atenção do público e pelo orçamento de visitantes.

O fluxo de visitantes ainda não retornou aos níveis pré-pandemia, quando recebia cerca de seis milhões por ano. Até setembro de 2025 foram 3,8 milhões. A reabertura do Sainsbury Wing, em maio, melhora os números, mas o interesse continua maior pela coleção permanente gratuita do local.

Impacto na programação

A direção avalia reduzir exposições gratuitas, diminuir mostras pagas e reduzir empréstimos internacionais. Também avalia possível alta de preços de ingressos para financiar parte da curadoria e das atividades educativas.

A galeria informa que o primeiro caminho é um programa de saída voluntária para quase 500 funcionários, com incentivos financeiros. Caso não atinja as metas, poderão ocorrer demissões obrigatórias posteriormente.

Segundo a instituição, é necessário repensar a estrutura operacional para manter a missão artística e educativa. A diretoria afirma que mudanças são necessárias para assegurar a continuidade da galeria nos próximos anos.

A National Gallery mantém o compromisso com o avanço de sua agenda de exposições, ainda que com ajustes. O porta-voz reforça que decisões difíceis são indispensáveis para a sustentabilidade futura.

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