- Em Doha, foi inaugurado no mês de novembro o Lawh Wa Qalam: M. F. Husain Museum, criado pela Qatar Foundation, primeira galeria inteiramente desenvolvida pela instituição.
- O museu ocupa mais de três mil metros quadrados e exibe mais de cento e cinqüenta itens da vida e da obra de M. F. Husain, desde trabalhos iniciais na Índia até peças feitas durante a estadia no Qatar.
- A mostra abrange desde obras politicamente engajadas de início de carreira até abordagens sobre herança árabe e islâmica, incluindo quarenta e seis pinturas da série sobre civilização islâmica, concluídas quando ele vivia no Doha.
- O espaço busca ligar arte sul-asiática e arte moderna árabe, com a galeria An Artist Without Borders destacando a ancestralidade yemeni e o tema de cavalos, musa recorrente do artista.
- Tenentes e curadores destacam a proposta de tornar a arte de Husain acessível a um público amplo, preservando a filosofia e a ousadia do pintor.
Lawh Wa Qalam: M.F. Husain Museum abriu em Doha, no mês de novembro, sob a curadoria da Qatar Foundation. O espaço celebra a vida e a obra do artista indiano M.F. Husain, que passou seus últimos anos no Catar. O museu propõe uma imersão transcultural ao redor de um dos pilares da arte moderna.
Com mais de 3 mil metros quadrados, o museu reúne acervo de Husain desde os primeiros trabalhos na Índia até peças criadas durante sua permanência no Qatar. A curadoria reúne mais de 150 itens entre pinturas, esculturas, filmes, tapeçarias e itens pessoais.
Lawh Wa Qalam, cujo nome significa “a tela e a pena” em árabe, fica próximo ao Mathaf, o Museu Árabe de Arte Moderna. A instituição é a primeira criada inteiramente pela Qatar Foundation, e funciona como elo entre a arte sul-asiática e o mundo árabe.
A diretora de comunicações da Foundation, Jowaher Almarri, afirma que o objetivo é oferecer um espaço onde arte, cultura e diálogo artístico se cruzem, permitindo que visitantes entendam a visão de Husain e encontrem um centro de aprendizagem e troca de conhecimento.
A mostra traz também trabalhos anteriores de Husain, incluindo séries como Quit India, para oferecer um panorama de sua evolução artística. Além de obras já conhecidas, o acervo apresenta desenhos iniciais e obras ainda inéditas que revelam o processo criativo do artista.
No espaço intitulado Um Artista Sem Fronteiras, Husain é representado em sua ligação com a herança árabe e yemeni, com cavalos e temas ligados ao Oriente Médio figurando entre as peças. As curadoras destacam mudanças de cor e tema que sinalizam a volta às raízes de Husain.
Noof Mohammed, curadora da exposição, enfatiza que Husain era um artista acessível que buscava dialogar com diferentes públicos. Ela ressalta a transição dele da arte ocidental para a oriental, buscando manter a identidade e refletir lutas sociais de seu tempo.
A obra de Husain, segundo as organizadoras, atravessa fronteiras e décadas, mantendo a ideia de que a pintura e o desenho são instrumentos para compreender culturas diversas. O museu se apresenta como continuidade de projetos anteriores, ampliando o alcance da narrativa global de Husain.
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