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Museu Kanal-Centre Pompidou de Bruxelas abre em novembro com €230 milhões

Bruxelas inaugura em 28 de novembro o Kanal-Centre Pompidou, com dez exposições e mais de 350 obras do Centre Pompidou, financiado pela região

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Rendering of the interior street in Kanal
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  • Kanal-Centre Pompidou em Bruxelas abrirá em 28 de novembro, com dez exposições, incluindo uma mostra com mais de 350 obras do Centre Pompidou de Paris.
  • O espaço fica no antigo galpão da Citroën, prédio Art Déco com cinco andares de galerias, área para programação de arquitetura e restaurante/cowork de rooftop.
  • O orçamento total de construção é de cerca de € 230 milhões, financiado exclusivamente pela Região de Bruxelas-Capital.
  • O acordo com o Centre Pompidou prevê pagamento anual de € 2 milhões até 2031; o foco é oferecer espaços públicos gratuitos, com ingressos para as exposições em 14 áreas.
  • Programas de abertura incluem instalação de Otobong Nkanga, mostra colaborativa No Show com vinte artistas locais e exposição sobre uma propaganda colonial patrocinada pela Citroën, além de uma mostra principal, A truly immense journey, de 28 de novembro de 2027 a 10 de janeiro de 2028.

A Kanal-Centre Pompidou, o novo polo de arte moderna e contemporânea em Brussels, abrirá no dia 28 de novembro com dez exposições. A mostra principal reunirá mais de 350 obras do Centre Pompidou, que atualmente passa por reforma em Paris. O espaço fica em uma antiga garagem da Citroën, reformada para abrigar galerias em cinco andares, áreas para o programa Kanal Architecture e um restaurante no terraço.

O projeto é apoiado pela região de Bruxelas-Cânb, que assumiu o custo de aquisição do prédio Art Déco, de 40 mil metros quadrados, em 2015. A equipe por trás da construção envolve escritórios europeus, sob a coordenação da organização Atelier Kanal, criada para gerenciar o espaço.

O acervo de Kanal será complementado por peças locais e internacionais adquiridas desde 2018 com financiamento anual de 250 mil euros. A gestão planeja oferecer espaços públicos gratuitos, biblioteca e sala de leitura, com bilheteria distribuída entre as diversas mostras em 14 espaços.

Estrutura e programa

A abertura inclui a instalação de Otobong Nkanga e a mostra coletiva *No Show*, com obras de 20 artistas locais, em 28 de novembro de 2026 a 18 de janeiro de 2027. Também está prevista uma exposição sobre uma apresentação de propaganda colonial patrocinada pela Citroën, com abertura em 1925 na África, chamada *An infinite woman, Black archives in two acts*.

A mostra central, *A truly immense journey*, acontecerá de 28 de novembro a 10 de janeiro de 2028 e exibirá obras de mais de 350 autores, incluindo Kader Attia, Lygia Clark, Marcel Broodthaers e Sonia Delaunay. A curadoria enfatiza a localização junto ao canal Charleroi-Bruxelas, tema de trânsito, comércio, troca e migração.

Contexto institucional e orçamento

A Kanal terá orçamento total estimado em 230 milhões de euros, financiado exclusivamente pela região de Bruxelas-Capital. A parceria com o Centre Pompidou prevê pagamento anual de 2 milhões de euros até 2031. A gestão afirma que haverá avaliação de continuidade entre 2029 e 2030.

O diretor-geral de Kanal indicou que o acesso público será prioritário, com um único ingresso para todas as exposições e uma assinatura Brussels para os primeiros seis meses, visando tornar o espaço mais acessível, especialmente para jovens. A ideia é manter espaço público funcionando como eixo central.

Perspectivas e desafios

A ampliação cultural de Bruxelas, defendida por colecionadores e curadores, reforça a importância de um museu de arte contemporânea na capital. O exercício financeiro e político local permanece em negociações, com o desempenho do projeto dependente da estabilidade governamental regional.

Em nota, a direção de Kanal destacou que o projeto é capaz de colocar Bruxelas entre os grandes centros artísticos europeus, dada a sua localização central e a proximidade de cidades como Paris e Rotterdam. A inauguração promete consolidar o papel da cidade no mapa cultural internacional.

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