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Livro analisa mulheres que viraram ícones culturais britânicos no pós-guerra

Análise mostra como a imagem das blondes britânicas moldou identidade, classe e desejo na cultura britânica pós‑guerra

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Pauline Boty on the cover of Men Only, November 1964, by Michael Ward
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  • O livro de Lynda Nead analisa como a imagem da “blonde britânica” moldou atitudes sobre feminilidade no pós-1945 na Inglaterra, conectando quatro biografias a uma tendência de blondismo.
  • O estudo parte da capa de 1967 do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, destacando Mae West, Marilyn Monroe e Diana Dors para contar a transferência da glamourização americana para a Grã-Bretanha.
  • Diana Dors é apresentada como a “Britânica Marilyn” durante a Crise de Suez (1956), combinando agência com traços de vulgaridade que abalaram sua imagem profissional.
  • Ruth Ellis, condenada à morte em 1955, é descrita como Blonde Noir, símbolo de ambição e moralidade ambígua, destacada pela violência de seu caso e pela percepção pública.
  • Pauline Boty é apresentada como a “blonde dos anos sessenta”, cuja obra questiona a perfeição feminina e aborda temas como desejo, sexismo e brancura, em um contexto de mudanças sociais.
  • O estudo fecha nos anos cinquenta e sessenta, com o avanço do segundo movimento feminista e da Women’s Liberation Movement, que passaram a oferecer formas de entender mulheres, desejo e imagem sem julgamentos morais.

Lynda Nead, professora de história da arte do Courtauld Institute, apresenta British Blonde: Women, Desire and the Image in Post-War Britain, uma leitura sobre a cultura britânica após 1945 via o arquétipo da “Britânicaloira”. O livro parte das histórias de Diana Dors, Ruth Ellis, Barbara Windsor e Pauline Boty para entender mudanças sociais e culturais nas décadas de 1950 e 1960.

A obra acompanha a passagem de glamour americano para a mídia britânica, iniciando pela capa do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967). Nead destaca Mae West e Marilyn Monroe entre as blondes, conectando-as a Dors e ao comércio de pigmentos que moldava identidades e sonhos.

Principais figuras e temas centrais

Dors é apresentada como símbolo de ambivalência entre respeitabilidade e ostentação, imagem que impactou sua carreira e finanças, além de associá-la ao retrato de mulher ativa e ambiciosa. Ellis surge como Blonde Noir, femme fatale cuja condenação mortal em 1955 refletiu julgamentos morais da época.

A trajetória de Windsor e Matizes da década

Windsor, conhecida pelos filmes Carry On, mesclou inocência com sexualidade em papéis cômicos, repetidamente alvo de humor e situações de risco pessoal. Boty, a “Sixties Blonde”, questiona o ideal de perfeição ao abordar desejo, sexo e raça em pinturas e retratos, como The Only Blonde in the World (1963).

Desfecho analítico e contexto histórico

Nead encerra ao fim dos anos 1960 e início dos 1970, quando o segundo wave feminism e o movimento de liberação feminina passaram a estruturar ações políticas. O retrato da Britânica loira passa a depender de ações coletivas, abrindo espaço para agência própria sem padrões antigos.

Detalhes da publicação

British Blonde: Women, Desire and the Image in Post-War Britain, de Lynda Nead, é publicado pelo Paul Mellon Centre, com 240 páginas e 143 ilustrações. Lançamento ocorreu em 9 de setembro de 2025. A obra dialoga com transformações raciais, sociais e culturais da época, conectando gênero, classe e mídia.

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