- A Gihanga Institute of Contemporary Art (GICA) abriu em Kigali, Ruanda, como centro sem fins lucrativos dedicado à arte contemporânea, com residências, biblioteca de referência e a exposição inaugural Inuma.
- Fundadores são Kami Gahiga e Kaneza Schaal; a Mellon Foundation apoiou o desenvolvimento, ajudando a estruturar a instituição para promover arte ruandesa, cultura e intercâmbio pan-africano.
- O espaço fica no coração de Kigali, em uma área conhecida como Soho, e abriga sala de exposição, biblioteca de referência, sala de cinema, acervo, estúdio e espaço de residências para profissionais de arte e escritores.
- A biblioteca é a entrada principal do espaço, planejada para fomentar diálogo entre documentação, contexto e obras artísticas, com a curadoria de Christian Nyampeta e a exposição inaugural com artistas ruandeses.
- O nome presta homenagem a Gihanga I, figura histórica de Ruanda, e a instituição busca fortalecer a infraestrutura cultural local e o intercâmbio artístico dentro da África.
O Gihanga Institute of Contemporary Art (GICA) abriu as portas em Kigali, Ruanda, como um centro sem fins lucrativos dedicado à arte contemporânea. A iniciativa surge para ampliar a infraestrutura cultural local, oferecendo residências, uma biblioteca de referência e a exposição inaugural Inuma. A biblioteca funciona como primeira porta de entrada do espaço.
A instituição foi fundada por Kami Gahiga, curadora de arte contemporânea, e Kaneza Schaal, artista e educadora baseada em Nova York. Gahiga atua na gestão e visão estratégica, enquanto Schaal traz experiência artística. A sede fica no coração de Kigali, em uma área conhecida como o Soho da cidade, integrada a uma rede de lojas e espaços culturais.
Apoiada pela Mellon Foundation, a parceria com a fundação sustenta o desenvolvimento do espaço durante sua implantação. O projeto teve apoio de program manager Justin Garret e envolve a colaboração entre a fundação e membros da comunidade artística local para consolidar uma infraestrutura pública de arte não lucrativa.
O espaço, desenhado pelo arquiteto Amin Gafaranga, nasceu de uma residência privada que, após anos de debates, se transformou em centro cultural. O redesign enfatiza mobiliário feito na região e itens locais, reforçando o caráter artesanal e regional.
Entre os atrativos, o GICA oferece uma sala de exposições, uma biblioteca de referência, sala de projeção, área de armazenamento, estúdio e área de residência para profissionais de arte e escritores. A proposta é fomentar diálogo crítico e intercâmbio intelectual na comunidade.
A biblioteca, curada por Christian Nyampeta, integra a mostra inaugural Inuma: A Bird Shall Carry the Voice, com artistas ruandeses como Kaneza Schaal, Sanaa Gateja, Francis Offman, Feline Ntabangana, Cedric Mizero e Innocent Nkurunziza. A exposição explora fé, crença e expressão sutil, destacando traços culturais locais.
A escolha de abrir pela biblioteca antes das exposições visa estimular o diálogo entre documentação e contextualização das obras. Gahiga afirma que o espaço visa promover leitura, reflexão e conversação, preparando o terreno para as residências e futuras mostras.
O projeto representa uma aposta na construção de instituições culturais no continente, buscando equilibrar a presença internacional com talentos locais. A iniciativa pretende valorizar a produção artística ruandesa e africana, fortalecendo a identidade cívica e cultural do país.
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