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Clássico com toque pop movimenta o jogo

Nova leitura de O Morro dos Ventos Uivantes, dirigida por Emerald Fennell, levanta polêmicas sobre casting, etnia e tom romântico contemporâneo

Amores. O filme de 2026, em cartaz desde a quinta-feira 12, foi criticado pela escolha de Margot Robbie e Jacob Elordi para o elenco. Laurence Olivier e Ralph Fiennes viveram Heathcliff nos anos 1930 e 1990 – Imagem: Warner, Paramount Pictures e Samuel Goldwyn
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  • A nova adaptação de O Morro dos Ventos Uivantes chega aos cinemas brasileiros no dia 14, sob direção de Emerald Fennell.
  • É o terceiro longa da diretora, atriz premiada com o Oscar de roteiro original por Bela Vingança.
  • Margot Robbie interpreta Catherine e Jacob Elordi vive Heathcliff; a escolha do elenco gerou polêmicas por etnia e por manter a descrição do livro sobre origem cigana e pele “escura”.
  • A produção adota leitura trágica e moderna, com estética colorida e tom sexualmente provocativo, reforçada pela trilha sonora de Charlie XCX.
  • O texto cita várias adaptações internacionais ao longo do tempo, incluindo Ravina, no Brasil de 1959, e versões anteriores como a de 2011 dirigida por Andrea Arnold.

Um clássico com toque pop ressurge nas telas. O Morro dos Ventos Uivantes ganha uma versão contemporânea, dirigida por Emerald Fennell, escritora e diretora britânica. O filme chega aos cinemas brasileiros na quinta-feira, 14, com reinterpretação visual e sonora marcante. A obra original é de Emily Brontë, publicada em 1847, e já acumula cerca de 30 adaptações.

No elenco, a australiana Margot Robbie estreia como Catherine, com cabelo loiro, enquanto o britânico Jacob Elordi interpreta Heathcliff, descrito no romance original como alguém de origem cigana e com pele escura. A escolha gerou debates sobre fidelidade racial e representatividade, acentuados pelo tom colorido e provocativo da direção.

Essa leitura contemporânea de Emerald Fennell, conhecida pelo Oscar de roteiro original por Bela Vingança, tem provocado controvérsia desde o teaser divulgado em 2024. A produção aposta em uma visão trágica, com estética exagerada e uma trilha sonora de Charlie XCX.

A polêmica envolve escolhas de elenco e a caracterização de Heathcliff, além da reinterpretação romântica do enredo, que mantém marcas de comportamentos abusivos. Críticas também destacam a busca por uma abordagem mais moderna e sensual do clássico.

Antes de Fennell, outras versões já provocaram debates sobre etnia e encarnação de Heathcliff. A adaptação de 1939, de William Wyler, contou com Laurence Olivier no papel. Já cenas históricas no cinema passaram por diversas leituras ao longo das décadas.

A obra também teve revisões fora do eixo de língua inglesa. Em 1954, Luis Buñuel realizou Escravos do Rancor no México; na Índia, Shaheed Latif adaptou a história na década de 1950; e no Japão, Yoshishige Yoshida levaria a narrativa ao cinema em 1988.

No Brasil, a produção local Ravina (1959) propôs inverter o gênero de alguns personagens, com Eliane Lage no papel de Heathcliff e intrigas entre outros protagonistas. O filme é uma das diferentes retomadas nacionais da obra.

Entre os pontos de venda do filme atual estão a leitura trágica da história, a estética colorida e a ousadia sonora. Críticos dos Estados Unidos destacaram a proposta como uma das surpresas do começo do ano.

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