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Toncoin revive Gram para mirar 900 milhões de usuários do Telegram

Toncoin ganha a marca Gram para vincular Telegram à The Open Network, mirando 900 milhões de usuários, sem troca de ativos ou migração técnica

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  • TON Foundation rebatiza Toncoin para Gram, retomando o nome do projeto original da Telegram; mudança é cosmética, sem swap, migração técnica ou emissão de novo ativo.
  • A estratégia visa transformar até 900 milhões de usuários ativos mensais do Telegram em participantes on‑chain.
  • Gram ficou ligado a ação regulatória da SEC, que levou a Telegram a devolver US$ 1,2 bilhão aos investidores em 2020 e pagar US$ 18,5 milhões de multa.
  • A rebranding ocorre em cerca de três semanas, como parte da agenda Make TON Great Again, com Pavel Durov apontando etapas futuras; saldos, staking e operações não mudam.
  • Após o anúncio, Toncoin subiu cerca de 19%, chegando a aproximadamente US$ 2,21 no início das negociações.

O TON Foundation anunciou a rebranding do token nativo de Toncoin para Gram, recuperando o nome ligado ao primeiro projeto blockchain do Telegram, em 2018. A mudança é parte de uma estratégia para transformar os 900 milhões de usuários ativos mensais do Telegram em participantes on-chain.

A alteração é cosmética: não há troca de token, migração técnica nem emissão de novo ativo. Mesmo assim, a assessoria do projeto descreve o movimento como parte de uma linha estratégica mais ampla, que envolve a visão do fundador do Telegram, Pavel Durov.

A passagem de Toncoin para Gram acontece enquanto Durov apresenta o plano Make TON Great Again, com etapas anteriores já anunciadas e etapas seguintes ainda não divulgadas. A agenda sugere que o Telegram pretende ampliar sua governança e atuação como administradora do ecossistema.

Gram está no centro de uma história regulatória marcante. O nome foi protagonista de uma ação da SEC, que levou a Telegram a devolver cerca de US$ 1,2 bilhão a investidores em 2020. A reintrodução busca dissociar o histórico jurídico do ecossistema atual.

Historicamente, Gram foi a moeda associada ao Telegram Open Network, que levantou aproximadamente US$ 1,7 bilhão em vendas privadas em 2018. A SEC alegou que o aporte configurava venda de valores mobiliários não registrados; a Telegram concordou em 2020 em pagar multa civil de US$ 18,5 milhões e encerrou o projeto.

Com a rebranding, o Telegram pretende tornar-se o principal administrador do ecossistema e o maior validador, conforme a rota MTONGA. A transição ocorre ao longo de cerca de três semanas, contemplando carteiras, provedores de infraestrutura e aplicações do ecossistema, sem alterações em saldos ou operações.

Impacto no alcance e na adoção

A base de usuários mensais do Telegram representa um canal de distribuição de crypto ainda pouco explorado. Se apenas 1% dessa base migrar para usuários regulares de Gram, seriam cerca de 9 milhões de participantes, o que coloca o Gram entre as redes com maiores bases ativas.

A coerência da marca sempre foi um desafio, já que serviços atuais citam Toncoin com o ticker TON, sem conexão direta com o Telegram. Gram busca fechar essa lacuna e facilitar integrações nativas dentro do ecossistema do Telegram, incluindo pagamentos, jogos e mini-aplicativos.

Mercado reagiu; o Toncoin registrou alta de quase 19% após o anúncio, operando em torno de US$ 2,21 no início do pregão, antes de recuar para próximas leituras em torno de US$ 2,00. A expectativa é de maior visibilidade da marca Gram entre usuários da grande base do Telegram.

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