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Tether lança MiningOS open source para competir com gigantes da mineração de Bitcoin

Tether lança MiningOS open-source, sistema modular que integra hardware, energia e operações de mineração em uma camada única, desafia software proprietário

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Tether Launches Open‑Source MiningOS to Challenge Bitcoin Mining Giants
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  • A Tether lançou o MiningOS (MOS), um sistema operacional de mineração de Bitcoin de código aberto, anunciado em 2 de fevereiro no Plan 9 Forum, em San Salvador.
  • O MOS é modular e peer‑to‑peer, projetado para gerenciar operações desde rigs domésticos até sites industriais, competindo com software proprietário.
  • O objetivo é substituir pilhas de software desconectado por um único sistema que monitora hashrate, eficiência energética, saúde dos dispositivos e infraestrutura do site em tempo real.
  • A arquitetura é aberta e pode ser usada em hardware leve ou em operações com centenas de milhares de máquinas; também será lançado o Mining Software Development Kit (Mining SDK) junto com a comunidade.
  • A oferta chega em um momento de aperto no setor de mineração de Bitcoin, com margens pressionadas pela queda do preço da moeda e custos operacionais elevados, em meio a ajustes de dificuldade e queda do hashrate.

O emissor de stablecoin Tether lançou um sistema operacional de mineração de Bitcoin de código aberto, chamado Mining OS, ou MOS. A apresentação ocorreu no Plan 9 Forum, em San Salvador, no dia 2 de fevereiro, e o objetivo é oferecer uma plataforma pronta para operadores de mineração de todos os portes.

O MOS funciona como uma camada de controle única para gerenciar operações desde rigs domésticos até sites industriais. A Tether afirma que o sistema integra desempenho de hardware, consumo de energia, infraestrutura do site e dados operacionais para monitoramento em tempo real.

A empresa sustenta que o MOS substitui uma pilha de softwares independentes por uma arquitetura modular e ponto a ponto. O objetivo é ampliar visão sobre eficiência energética, saúde dos dispositivos e infraestrutura de site, sem depender de provedores de software centralizados.

O que muda para os mineradores

A Tether diz que o MOS pode ser instalado em hardware leve para pequenas instalações ou em grandes operações com centenas de milhares de máquinas. A proposta é operacionar tudo por meio de uma única interface, reduzindo custos e complexidade.

A companhia também informou que lançou, junto com o MOS, um Mining Software Development Kit, ou Mining SDK, base para o MOS, que será disponibilizado à comunidade de código aberto futuramente.

Paolo Ardoino, CEO da Tether, afirmou que a abertura do stack de mineração busca reduzir barreiras de entrada e diminuir a dependência de plataformas proprietárias. A operação visa favorecer operadores com diferentes perfis, de domésticos a industriais.

Contexto do setor de mineração

O lançamento ocorre em um momento de dificuldades para o setor de mineração de Bitcoin, com queda de lucratividade desde 2025. A hashrate da rede atingiu picos próximos de 1,15 zettahash por segundo, elevando a dificuldade de mineração.

O preço do Bitcoin, a remuneração por bloco e as taxas de transação pressionaram margens, elevando custos de produção. Mesmo mineradores eficientes enfrentaram retorno próximo do ponto de equilíbrio, com níveis de endividamento em alta para financiar novos equipamentos.

No início de 2026, houve queda do hashrate para volumes abaixo de 1.000 EH/s em alguns momentos, com recuo da dificuldade e leve melhora no hashprice. Analistas veem potencial de melhoria de margens a curto prazo, ainda que a competição permaneça acirrada.

Panorama da atuação da Tether

Conforme a empresa expande seu ecossistema além do USDT, o MOS consolida a presença da Tether na infraestrutura de mineração. Além de mineradores, a Tether atua em outras frentes, como ativos tokenizados e parcerias de pagamento, mantendo foco em soluções de infraestrutura para o mercado de criptoativos.

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