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Cobre e Bitcoin sobem juntos, mostrando correlação entre metal e cripto

Bitcoin e cobre caem juntos, reforçando a visão de que a criptomoeda atua como ativo de risco alinhado a indicadores macro e a tensões geopolíticas

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Dr. Copper Meets Bitcoin — When the Economy's Metal and Crypto Move Together
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  • Em 30 de janeiro de 2026, Bitcoin caiu abaixo de US$ 78 mil, acompanhando o recuo de outros ativos.
  • O cobre perdeu quase 4% após atingir pico próximo de US$ 6,50 por libra, recuando para cerca de US$ 5,92 por libra.
  • A queda sincronizada reforça a visão de que Bitcoin se comporta cada vez mais como um ativo de risco macro, acompanhando indicadores tradicionais.
  • O cobre, conhecido como “Dr. Copper” por indicar saúde econômica, recou após favorecer demanda de infraestrutura, dados de centros de dados e AI.
  • Mesmo com fundamentos de longo prazo favoráveis, o cenário macro e tensões geopolíticas mantêm volatilidade e dúvidas sobre o ritmo de recuperação de Bitcoin.

Bitcoin caiu abaixo de 78 mil dólares em 30 de janeiro de 2026, junto com o cobre e outras commodities, em nova rodada de venda que sugere maior correlação com indicadores macro. A queda ocorreu no mesmo dia em que metais como cobre, ouro, prata e platina recuaram quase 4% após atingirem patamares recentes.

O cobre, conhecido como Dr. Copper, caiu de cerca de 6,50 dólares por libra no fim de janeiro para aproximadamente 5,92 dólares na manhã de 31 de janeiro. O movimento acompanha a trajetória volátil de Bitcoin, que oscilou desde o pico de outubro de 2025 em 126 mil dólares para níveis entre 77 mil e 78 mil dólares.

A relação entre Bitcoin e o cobre tem mostrado mudanças ao longo dos meses. Em 2022, a correlação atingiu valores próximos de 0,84, indicando que o ativo digital se comportava como um ativo de risco. Contudo, a partir de 2025, esse vínculo apresentou sinais de instabilidade em períodos de incerteza.

Contexto macro e demanda

Analistas apontam fatores como tensões geopolíticas e previsões de políticas macro para explicar o movimento simultâneo. Pressões envolvendo tarifas, demanda chinesa mais fraca e decisões de autoridades monetárias influenciam as expectativas de investidores em risco.

Na visão de especialistas, o recuo de Bitcoin também reflete uma desaceleração da entrada de capital no ativo. Dados de fluxo em corretoras apontam volumes menores em relação a altas anteriores, sugerindo demanda mais fraca do que pânico de venda.

Desdobramentos de mercado

Mercados de metais enfrentam volatilidade alimentada por previsões de demanda industrial, especialmente em infraestrutura, tecnologia e centros de dados. O setor de mineração e a atividade de armazenamento de metal refinado também ajudam a moldar o cenário.

Estudos e análises indicam que, embora haja investimentos estruturais em digitalização e electrificação, a relação entre Bitcoin e metal pode oscilar conforme mudanças no humor do investidor e condições macroeconômicas.

Perspectivas

Observadores destacam que o atual estágio pode indicar um regime de recuperação gradual para ativos de risco, com Copper e Bitcoin recebendo impactos de fatores como incentivos monetários, inflação e crescimento global. O papel de “driver” econômico do cobre permanece relevante pela demanda de infraestruturas e tecnologia.

Apesar da volatilidade, analistas ressaltam que não há consenso sobre a direção definitiva dos preços. O cenário atual sugere cautela, com atenção aos próximos sinais macro e a eventuais mudanças de política que possam reverter correntes de risco.

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