- Niño Guerrero, chefe do Tren de Aragua, foi morto em operação militar conjunta dos Estados Unidos, em coordenação com autoridades da Venezuela, no estado Bolívar, no sudeste do país, na noite de sexta-feira 12.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em Truth Social que a ação foi realizada sob suas ordens e coordenada com os aliados venezuelanos.
- A Venezuela confirmou que Guerrero foi neutralizado e mencionou confrontos com estruturas do crime organizado, ressaltando cooperação e troca de informações de inteligência.
- O Tren de Aragua foi classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos em janeiro de 2025; Guerrero era alvo de recompensa de 5 milhões de dólares oferecida pelo governo americano.
- Segundo o centro de análises Insight Crime, Guerrero, com cerca de 42 anos, liderou a transformação do grupo a partir da prisão de Tocorón; em dezembro, promotores de Nova York acusaram 70 membros da gangue, incluindo Guerrero.
O chefe do grupo criminoso Tren de Aragua, Niño Guerrero, foi morto em uma operação militar dos Estados Unidos, realizada em coordenação com autoridades da Venezuela, na noite de sexta-feira. A ação ocorreu no estado de Bolívar, no sudeste venezuelano, e teve like a objetivo de neutralizar a liderança da organização.
A Venezuela confirmou que Guerrero foi neutralizado e informou que houve confrontos com integrantes do crime organizado. O Ministério das Comunicações venezuelano detalhou que a operação contou com apoio tecnológico especializado e compartilhamento de informações de inteligência entre os dois países.
Segundo o governo dos EUA, a operação foi conduzida pelo Comando Sul em parceria com as autoridades venezuelanas. Trump divulgou que a ação eliminou Guerrero e afirmou que não há refúgio seguro para a organização. A divulgação incluiu um vídeo curto com imagens aéreas de uma explosão, sem identificação clara dos envolvidos.
Contexto
A organização Tren de Aragua foi classificada como terrorista pelos EUA em janeiro de 2025. O grupo atuaria em vários países da região, com atividades que vão desde extorsão e tráfico de drogas até prostituição e tráfico de pessoas. Guerrero era apontado como liderança da facção desde a prisão em Tocorón, em 2023.
Promotores de Nova York já tinham acusado Guerrero e outros membros da gangue, em dezembro, por associação criminosa e tráfico de drogas e armas. Em 2023, o governo venezuelano afirmou ter desmantelado parte da organização após tomar a prisão de Tocorón, com Guerrero então foragido.
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