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Centro de golpes abandonado no Camboja usa salas falsas e roteiro

Centro de golpes na fronteira Tailândia-Camboja usa salas simuladas de bancos e polícia para fraudes online em escala global

Walking through abandoned scam compound in Cambodia
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  • Centro de golpes em O’Smach, na fronteira Tailândia–Camboja, reunia salas que imitavam bancos, polícia e escritórios, com descritivas falsas, uniformes e roteiros para enganar vítimas.
  • As fraudes eram online e atingiam pessoas na Ásia, Austrália e América do Sul; documentos e itens de apoio encontrados no local indicam esquema industrial de golpe.
  • O prédio de seis andares tinha salas com escritórios de polícia simulados de países como Austrália, Cingapura e China, além de scripts usados para contatar vítimas por telefone.
  • Segundo autoridades, o complexo funcionava como empresa, com departamento de treinamento, setor financeiro e de lavagem de dinheiro; havia quizes para aperfeiçoar golpes e listas com nomes e contatos de alvos.
  • Estima-se que cerca de vinte mil trabalhadores atuavam na área mais ampla do complexo, com cento e cinquenta e setenta edifícios; quatorze golpes estavam entre as atividades investigadas, com trabalhadores fugindo durante os ataques de dezembro.

O’Smach, cidade fronteiriça entre Camboja e Tailândia, abriga um complexo de seis andares usado por grupos criminosos para fraudes online. Investigações revelam salas que simulam agências de polícia, bancos e escritórios de empresas. Autores teriam criado cenários industriais para atrair vítimas em várias regiões.

O local foi descoberto pela força-militar tailandesa durante confrontos na fronteira no ano passado. Os trabalhos de inteligência apontam que o espaço era usado para enganar pessoas na Ásia, Austrália e América do Sul. Estruturas simulavam operações oficiais para facilitar golpes.

No conjunto, salas parecidas com agências de polícia de países como Austrália, Cingapura e China eram equipadas com fantasias, crachás falsos e roteiros telefônicos prontos para leitura. A dinâmica visava parecer legítima para convencer vítimas a investir.

Documentos encontrados no espaço descrevem táticas de atração, incluindo golpes sentimentais e promessas de planos futuros. Orientações sugerem criar histórias familiares comoventes para estimular a empatia das vítimas.

Os materiais indicam ainda treinamentos internos, com testes que analisam características de alvos, como gênero, nacionalidade e faixa etária. Ao lado, há áreas de atendimento, finanças e cadastro de alvos.

Os cenários incluem scripts em que trabalhadores se passam por policiais de países diferentes para abordar vítimas. Em cenários de romance e de alegações de irregularidades, as mensagens miram pessoas em mercados diversos.

Além das salas, a complexa operação contava com dormitórios coletivos para os trabalhadores e móveis deixados pelos ocupantes à fuga durante os confrontos. A área também continha documentos e notas falsas.

Autoridades tailandesas estimam que cerca de 20 mil pessoas trabalhavam no complexo, distribuídas por 157 edificações, sendo 28 apontadas como usadas para golpes. A ocupação foi interrompida por ações militares em dezembro.

O governo cambojano afirmou que a Tailândia utiliza o local como pretexto para ações contra a soberania do país, após pressão internacional. Camboja prometeu endurecer o combate ao cybercrime e fechar centros de fraude.

Especialistas destacam que centro de golpes como O’Smach opera como empresa estruturada, com setores de treinamento, finanças e captação de clientes. A China extraditou um dos líderes financeiros do esquema, reforçando a cooperação regional.

A atuação internacional continua, com autoridades buscando desarticular redes de pagamentos utilizadas como mule accounts. Analistas ressaltam que, embora alguns líderes tenham sido alvo de medidas, outros operadores permanecem ativos em camadas locais.

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