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Quem era o sicário e como operava a milícia de Daniel Vorcaro?

Sicário Mourão, braço direito de Vorcaro, coordenava milícia de vigilância ilegal com orçamento de R$ 1 milhão; investigação aponta planos contra jornalistas

Sede da Polícia Federal, no bairro da Lapa em São Paulo, para onde foi Vorcaro após a prisão (Foto: Paulo PInto / Agência Brasil)
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  • Mourão morreu nesta quarta-feira (4) após atentar contra a própria vida na sede da Polícia Federal em Minas Gerais; era braço direito do banqueiro Daniel Vorcaro e coordenava grupo suspeito de vigilância ilegal, coação e espionagem.
  • Ele era o coordenador de um grupo apelidado de “A Turma”, cuja função principal era comandar ações de vigilância, monitoramento de pessoas e obtenção de informações sigilosas, com orçamento mensal de R$ 1 milhão.
  • As operações de espionagem eram feitas por meio de um grupo de WhatsApp, em parceria com um policial federal aposentado; equipes eram mobilizadas para extrair dados de alvos específicos, com suspeita de hackear bases da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de órgãos internacionais como FBI e Interpol.
  • Entre os alvos da milícia estavam desafetos de Vorcaro, incluindo uma ex-empregada e o jornalista Lauro Jardim; mensagens interceptadas indicavam planos violentos contra o jornalista, como simular um assalto, embora as agressões físicas não tenham sido consumadas.
  • Antes de atuar para Vorcaro, Mourão teve passagem pelo Ministério Público de Minas Gerais e foi investigado por agiota e envolvimento em um esquema de pirâmide financeira que movimentou R$ 28 milhões entre 2018 e 2021, com denúncias por lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra a economia popular.

Luiz Phillipi Moraes Mourão, conhecido como o “Sicário”, morreu nesta quarta-feira (4) após tentar tirar a própria vida na sede da Polícia Federal em Minas Gerais. Braço direito do banqueiro Daniel Vorcaro, ele coordenava um grupo suspeito de vigilância ilegal, coação e espionagem de alvos de alto escalão.

Como chefe da organização, Mourão liderava o grupo apelidado de “A Turma”. A missão incluía vigilância ilegal, monitoramento de pessoas e obtenção de informações sigilosas. A milícia privada teria orçamento mensal de cerca de R$ 1 milhão para financiar ações.

Operações de espionagem eram efetuadas por meio de um grupo no WhatsApp, em parceria com um policial federal aposentado. Juntos, mobilizavam equipes para extrair dados de alvos específicos, com suposta invasão a bases da PF, do MPF e de órgãos internacionais, como FBI e Interpol, utilizando credenciais de terceiros.

Alvos e ameaças

Entre as vítimas da organização estavam desafetos do grupo de Vorcaro, incluindo uma ex-empregada e o jornalista Lauro Jardim. Mensagens interceptadas mostram planos de violência, como simular um assalto para agredi-lo, embora as agressões físicas não tenham se concretizado.

Contexto e passado

Antes de atuar para Vorcaro, Mourão tinha passagem pelo Ministério Público de Minas Gerais. Ele foi investigado por atuar como agiota e por envolvimento em esquema de pirâmide financeira que moveu R$ 28 milhões entre 2018 e 2021. Foi denunciado por lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra a economia popular.

Posição de Vorcaro

A defesa do banqueiro afirma que ele respeita o trabalho da imprensa e que mensagens agressivas teriam sido tiradas de contexto. Segundo a assessoria, as frases seriam desabafos privados, sem ordens para agressões contra jornalistas ou cidadãos.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra, leia a reportagem completa.

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