- Em 2018, Time’s Up ganhou grande visibilidade após a queda de Harvey Weinstein, arrecadando US$ 26 milhões.
- A organização encerrou atividades em 2023 depois de ter orientado o ex-governador de Nova York, Andrew Cuomo, a enfrentar alegações de assédio.
- Documentos dos Epstein Files sugerem que líderes do Time’s Up teriam tentado lavar a imagem de Epstein, envolvendo Reid Hoffman, Joi Ito, Steve Bannon e Michelle Kydd Lee.
- Michelle Kydd Lee, cofundadora do Time’s Up, era membro da CAA Foundation e teve envolvimento com Epstein em 2016.
- Há mensagens entre Joi Ito e Epstein discutindo a participação de Time’s Up “em ambiente acadêmico” para disfarce; a CAA contribuiu com dois milhões para Time’s Up em 2018; Epstein foi preso em 2019 e se suicidou na prisão.
Back in 2018, Time’s Up surgiu como referência no combate ao assédio sexual, crescendo após a queda de Harvey Weinstein e angariando apoio financeiro de vítimas. O grupo tinha como meta oferecer apoio legal e financeiro às vítimas, ainda que tenha enfrentado críticas internas por prioridades variadas.
Documentos dos Epstein Files revelam que, entre 2014 e 2018, líderes de Time’s Up teriam interagido com a círculo de Jeffrey Epstein para mitigar a imagem do operador e promover contatos com figuras influentes. Michelle Kydd Lee, cofundadora da CAA Foundation, aparece como peça-chave desse relacionamento.
Contatos e atores envolvidos
Entre 2014 e 2016, Joichi Ito, ex-diretor do MIT Media Lab, e Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, teriam discutido a participação de Time’s Up em mesas de conversa com Epstein. Conversas apontam para a ideia de usar o engajamento acadêmico como cobertura para tais encontros.
Kydd Lee, hoje CIO da CAA, participou de interações com Epstein em 2016, segundo registros oficiais. Emails indicam que Ito sugeria convencer líderes da Time’s Up a se engajar com o objetivo de preservar a imagem pública de Epstein.
Em 2018, a Time’s Up recebeu apoio financeiro da CAA Foundation, elevando a repercussão do tema e ampliando a colaboração entre entretenimento, indústria tecnológica e causas sociais. A relação com Epstein volta a ganhar relevância nos arquivos divulgados recentemente.
Autoridades não detalham se houve envolvimento direto de Time’s Up em ações de reequipagem de imagem de Epstein. A identidade do que foi descrito como o “top dog secreto” permanece obscura, e não há consenso sobre o papel de cada interlocutor.
Epstein foi preso em 2019 por tráfico de menores e cometeu suicídio na prisão. Os arquivos mais recentes reacendem debates sobre a ligação entre organizações de justiça social e redes de poder no universo cultural e tecnológico.
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