- Kristen Galvan, 15 anos, desapareceu em 2020 depois de ser traficada sexualmente por membros de uma gangue em Houston, Texas.
- Restos encontrados sob uma ponte em Missouri City foram vinculados a ela por meio de DNA, e a morte foi confirmada como homicídio após os testes realizados em 2025.
- Um perfil de Jane Doe no NamUs, que descrito uma jovem entre 12 e 18 anos, havia gerado semelhanças com Kristen antes da confirmação do parentesco.
- Kristen foi vítima de grooming via Instagram e mantida em uma operação de tráfico que envolvia uma casa de tráfico; ela foi espancada e forçada a realizar atos sexuais para traficantes.
- O detido traficante Aryion Jackson foi condenado pela acusação de tráfico de pessoas relacionada ao caso; a mãe da vítima, Robyn Cory, tem buscado apoio e outras vítimas.
Kristen Galvan, uma adolescente de 15 anos, desapareceu em 2020 após ter sido traficada sexualmente. A confirmação de sua morte veio com o resultado de DNA, que ligou restos encontrados a ela, encerrando uma busca que durou anos.
Os vestígios foram encontrados sob uma ponte em Missouri City, no Texas, em janeiro de 2020. Na época, as autoridades classificaram o corpo como Jane Doe, sem investigar o paradeiro de Kristen no âmbito do seu desaparecimento. A mãe Robyn Cory acompanhou o caso ao longo de mais de cinco anos.
A investigação ganhou novos contornos após uma reavaliação de perfis de NamUs, banco de dados de pessoas desaparecidas. Um perfil de Jane Doe descrevia uma garota entre 12 e 18 anos, com uma reconstrução facial que lembrava Kristen. Mesmo assim, a DNA só foi testada em julho de 2025.
A confirmação de parentesco ocorreu em agosto de 2025, quando o DNA mitocondrial bateu com o da mãe. As autoridades pediram confidencialidade temporária durante a continuidade das investigações. Cory, que atua com equipes de busca, só então tornou público o vínculo.
A linha de apuração ligada ao tráfico foi desbloqueada em registros judiciais. O caso envolve Aryion Jackson, traficante que operava uma casa de prostituição com até 12 mulheres, segundo documentos. A investigação aponta cooperação entre quadrilha local e redes online.
A vítima era conhecida como Kiki pela família. Ela apresentava bom desempenho escolar, participação em clubes e tinha sonhos militares. Em 2019, colegas identificaram Kristen como alvo de integrantes de gangue, que a atraíram via Instagram.
Segundo relatos do processo, Kristen foi levada para áreas de exploração em Houston após o contato por meio de contas falsas. Ela retornou para casa, mas descrições de violência e coerção foram registradas em depoimentos à polícia.
Desdobramentos do caso
Cory afirma que a adolescente foi submetida a agressões, forçada a circular pelas ruas para captar clientes e a lidar com pressões violentas. O grupo criminoso utilizava as redes sociais para promover as vítimas e marcar encontros com cobrança de entre 100 e 300 dólares.
O relatório judicial também aponta que, após a prisão de Jackson, o grupo continuou operando com meios tecnológicos, inclusive com uso de smartphones durante o período de encarceramento. Esse aspecto compõe o contexto da rede criminosa.
A mãe de Kristen segue buscando apoio a outras garotas traficadas em Houston. Cory colabora com investigadores particulares e organizações civis para resgatar pessoas vulneráveis. Ela ressalta que a menina estava desaparecida por anos, sem que a identificação fosse clara.
A confirmação da identidade de Kristen encerra uma cadeia de eventos dramáticos ligados ao tráfico de menores na região. As autoridades continuam avaliando como as investigações prosseguirão para responsabilizar os envolvidos.
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