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Dossiê ligado a Vorcaro atribui fraudes no Master a ex-sócios e diretores

Dossiê apócrifo aponta ex-sócios e diretores do Master como responsáveis por fraudes que levaram à liquidação; PF investiga o documento

Daniel Vorcaro, banqueiro do liquidado Banco Master. (Foto: Reprodução/Youtube/TVLIDE)
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  • A Polícia Federal encontrou um dossiê apócrifo no e-mail de Daniel Vorcaro, atribuindo fraudes do Master a ex-sócios e executivos, o que motivou investigação em curso.
  • O texto, de uma página, não é assinado e descreve Augusto Lima como dono e presidente de fato, com Vorcaro descrito como “laranja”.
  • O dossiê aponta supostos lucros obtidos com operações fraudulentas do banco e cita o Credcesta, programa de empréstimo consignado ligado a servidores da Bahia.
  • Defesas citadas no material negam as acusações, afirmando que o documento é anônimo, mentiroso e sem provas; técnicos também não se manifestaram oficialmente.
  • O dossiê envolve ainda menções a Luiz Bull e Ângelo Silva, com alegações de manipulação de ativos para transformar prejuízos em lucro, segundo o documento.

Um dossiê apócrifo, encontrado pela Polícia Federal nos arquivos de Daniel Vorcaro, atribui fraudes no Master a ex-sócios e diretores. O documento, de uma página, está em foto de 2022 no e-mail de Vorcaro e não possui assinatura. A PF investiga o conteúdo.

O texto, com 10 parágrafos, tem linguagem informal e inicia com uma menção ao FGC, o Fundo Garantidor de Crédito. O FGC teria sido usado para quitar dívidas do Master, cujo apoio financeiro apresentou prejuízos bilionários.

O foco principal recai sobre Augusto Lima, ex-sócio e apontado como líder do banco na visão do dossiê. O documento o descreve como dono de fato, enquanto Vorcaro seria apenas representante. Louvaria-se o desvio de lucros para a empresa de Lima.

Sobre os envolvidos e as acusações

Luiz Bull, ex-diretor de Compliance, e Angelo Silva, ex-sócio, aparecem como operadores do suposto esquema. O texto afirma manipular ativos para transformar prejuízos em lucro, com bônus elevados e prejuízos mascarados.

O dossiê sustenta que parte do lucro seria gerida por Lima, Bull e Silva, com impactos no patrimônio do Master. Também menciona suposta vantagem para terceiros ligados à contabilidade e controladoria da instituição.

Nelson Tanure aparece descrito como sócio oculto, investidor que financiaría o banco indiretamente. A defesa dele não se manifestou sobre o dossiê até o momento.

A defesa de Augusto Lima não respondeu oficialmente; houve previsão de depoimento na CPMI do INSS, que acabou cancelado após decisão do STF. Não houve manifestação pública sobre o conteúdo do dossiê.

A defesa de Luiz Bull afirmou que o documento é manifesto sem provas, e que ele não participou de atividades ilegais. Angelo Silva também não se manifestou.

A PF também não confirmou oficialmente o conteúdo das acusações do dossiê, mantendo apuração em curso. O espaço permanece para novas informações oficiais.

Histórico de parceria entre Vorcaro e Lima

Vorcaro e Lima formaram sociedade até 2024, quando Lima deixou o Master. A PF investiga ações durante a gestão de Lima como CEO, incluindo a atuação do Credcesta, cartão de crédito consignado para servidores.

O Credcesta tornou-se ativo relevante do Master desde 2020, ampliando operações com empréstimos descontados no contracheque. Em 2018, Lima adquiriu a Ebal, estatal baiana, e implementou estratégias de crédito.

A PF investiga ligações de Lima com políticos do PT para entender possíveis favorecimentos. Em mensagens apreendidas, Vorcaro comenta tensões sobre a relação societária em 2024, sugerindo dificuldades.

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