- Documentos do Departamento de Justiça dos EUA mostram que Daniel Siad, caçador de modelos, conectava Epstein a jovens durante viagens pela Europa, com relatos de garotas de quinze a dezessete anos.
- Em mensagens entre 2014 e 2016, Epstein pedia atualizações sobre novas jovens e Siad descrevia encontros com modelos de diversas nacionalidades, incluindo suecas, francesas e uma jovem de França.
- Siad dizia que organizava sessões de casting para Epstein em apartamentos e lugares privados, vinculando-se a agências como Victoria’s Secret e MC2, com pagamentos recebidos de Epstein.
- Ebba Karlsson, que afirma ter sido recrutada por Siad na Suécia, denunciou abusos e acusa Siad, enquanto investigações na França analisam o papel de Siad e de outros nacionais envolvidos.
- Autoridades, incluindo o FBI e promotores franceses, continuam a revisar os arquivos para compreender o envolvimento de França e de outros países no esquema apontado nos documentos.
Daniel Siad, caçador de modelos, aparece nas mais recentes checagens de documentos do Departamento de Justiça dos EUA conectando Jeffrey Epstein a encontros com jovens mulheres. Os papéis mostram que Siad coordenava contatos e deslocamentos para apresentações de modelos, muitas vezes com mulheres ainda adultas, em diversas regiões.
Os registros indicam que Epstein não apenas recebia, mas também auxiliava financeiramente as viagens e despesas de Siad. Ao longo de uma década, o recrutamento ocorreu em casas, apartamentos e pontos de encontro, com Siad reportando progressos a Epstein durante visitas a Europa, Caribe e América do Norte.
A relação entre Epstein e agentes de modelagem é apresentada como parte de uma rede mais ampla que incluía outros intermediários e agentes de Paris, Nova York e Miami. Em paralelo, Brunel, parceiro de Epstein, aparece como figura próxima, com ligações a empresas de casting e gestão de modelos.
Desdobramentos legais
Os documentos mostram que Epstein mantinha interesse ativo no regime de encontros com jovens para fins de atuação em agências de moda, segundo as mensagens entre Siad e o financista. Investigadores do FBI passaram a analisar as comunicações, com foco em possíveis ligações com casos de exploração de menores.
Entre as acusações envolvendo terceiros, surgem relatos de processos na França contra Siad por supostas violações de integridade de menores, bem como investigações sobre a atuação de agentes ligados a Brunel. Siad nega ter apresentado Epstein a menores de idade e afirma que atuava apenas como caça-modelos.
Pesquisadores observam que as mensagens demonstram um padrão de solicitação de novidades sobre novas garotas, além de pedidos de confirmação de contatos e custos de deslocamento. A documentação também aponta discussões sobre pagamentos e reembolsos, com referência a valores expressivos.
Algumas entrevistas destacam relatos de vítimas que se afirmam vinculadas ao esquema, embora os nomes públicos permaneçam indisponíveis nas comunicações oficiais. Autoridades francesas informaram a criação de uma equipe de magistrados para analisar as evidências coletadas.
As investigações continuam em várias frentes, com autoridades buscando confirmar envolvimento de outras figuras proeminentes da indústria de moda. O material divulgado não conclui responsabilizações, mas fornece visão detalhada sobre a magnitude das operações de recrutamento.
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