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PF abre inquérito contra ataques de influenciadores ao Banco Central

PF investiga ofensiva coordenada de influenciadores para descredibilizar o Banco Central e tentar reverter a liquidação do Banco Master

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Edifício-sede do Banco Central, em Brasília. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
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  • A Polícia Federal abriu um inquérito nesta quarta-feira, 28, para apurar denúncias de que influenciadores teriam sido procurados por representantes do Banco Master para atacar o Banco Central.
  • A liquidação extrajudicial do Banco Master ocorreu em novembro do ano passado, durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, que prendeu o banqueiro Daniel Vorcaro.
  • O ministro Dias Toffoli, relator no Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura do inquérito; a análise preliminar apontou indícios de crimes e uma ofensiva coordenada contra o Banco Central.
  • Pelos relatos, ao menos 46 perfis teriam sido acionados para divulgar a narrativa de que a liquidação foi precipitada, com vídeos para favorecer decisões judiciais e questionar a atuação da autoridade monetária.
  • Contratos com influenciadores teriam chegado a R$ 2 milhões, com cláusulas de confidencialidade; a ação seria atribuída a uma agência ligada a campanhas do banco, em um esquema apelidado de “Projeto DV”, conforme apuração da Federação Brasileira de Bancos.

A PF abriu um inquérito para apurar denúncias de que influenciadores teriam sido contatados por representantes do Banco Master para atacar o Banco Central após a liquidação extrajudicial decretada em novembro do ano passado. A investigação investiga uma possível ação coordenada para descredibilizar o órgão regulador.

A medida foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF. Uma análise preliminar de postagens indicou indícios de crimes e levantou a hipótese de ofensiva organizada contra o BC. Ao menos 46 perfis teriam sido acionados.

Produtores de conteúdo dizem ter recebido propostas para divulgar a narrativa de que a liquidação foi precipitada. A polícia investiga se houve uso de vídeos para defender decisões judiciais favoráveis ao Master e questionar a atuação da autoridade monetária.

A apuração aponta que uma agência ligada a campanhas do banco estaria por trás dos contatos com influenciadores. O plano incluía relatos para pressionar tribunais e órgãos de controle, segundo apurações.

O caso ganhou notoriedade após publicações de influenciadores de direita, como Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite, que teriam apresentado propostas de defesa do Master. O material ficou conhecido como “Projeto DV”, em referência às iniciais do dono do banco.

Contrato com influenciadores, segundo o jornal O Globo, poderia chegar a cerca de R$ 2 milhões e continha cláusulas de confidencialidade. Um documento citado previa multa de R$ 800 mil por quebra de sigilo e trazia as iniciais do proprietário.

As denúncias indicam que a ofensiva visava criar a percepção de que a liquidação seria uma ação política, envolvendo a esquerda e o Centrão. A ideia seria reverter a decisão no Tribunal de Contas da União, hipótese já descartada pelo próprio TCU.

Além do Banco Central, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também teria sido alvo. Em nota, a entidade informou ter observado um volume atípico de menções ao caso e afirmou avaliar se houve ataque coordenado.

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