- O Banco de Brasília (BRB) busca aumentar seu capital privado, com possível aporte de até R$ 8,9 bilhões, para cobrir prejuízos relacionados ao negócio com o Banco Master.
- O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, após alegações de fraude envolvendo carteiras de crédito adquiridas pelo BRB.
- Os acionistas do BRB devem votar a proposta em assembleia extraordinária no dia 18 de março, com prioridade na compra das novas ações.
- O governo do Distrito Federal, que detém mais da metade das ações do BRB, avalia também contrair até R$ 6,6 bilhões em empréstimos para capitalizar o banco.
- A medida busca alternativas de recapitalização diante do rombo decorrente das operações com o Master.
O Banco de Brasília (BRB) busca até 8,9 bilhões de reais em aumento de capital privado para cobrir o rombo resultante das transações com o Banco Master. A demanda foi apresentada em documento divulgado na noite de ontem.
O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, após afirmar-se fraudes nas carteiras de crédito adquiridas pelo BRB. As autoridades apontam irregularidades nas operações envolvendo o Master, que impactaram o patrimônio do BRB.
Os atuais acionistas do BRB devem votar pela aprovação da medida em assembleia extraordinária marcada para 18 de março. Quem participar terá prioridade na subscrição das novas ações, conforme o rito proposto.
Proposta de recapitalização pública
O governo do Distrito Federal, controlador com mais de 50% das ações, avalia também uma alternativa de reforço de capital. A ideia é contrair até 6,6 bilhões de reais em empréstimos para sustentar o BRB.
Segundo o texto legislativo enviado à Câmara Legislativa, a ideia é permitir uma capitalização adicional do BRB, em linha com as necessidades de estabilidade financeira do banco, após a liquidação do Master.
A propalada capitalização ocorre em um contexto de incertezas sobre a avaliação das carteiras de crédito herdadas do Master e sobre o ritmo da recuperação do BRB no ambiente regulatório e de mercado.
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