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MBRF aporta R$ 300 milhões em FIDC para aves e suínos

MBRF investe R$ 300 milhões em FIDC agroparanaense, com R$ 75 milhões da Fomento Paraná, para ampliar crédito a produtores integrados de aves e suínos

Uma das unidades da MBRF, granja de produção
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  • A BRF, agora denominada MBRF, aportou R$ 300 milhões como cotista subordinada no Paraná III Fundo de Investimento em Direitos Creditórios do Segmento Agronegócio (FIDC), totalizando R$ 375 milhões com a participação da Fomento Paraná (R$ 75 milhões como cotista sênior).
  • O fundo compra direitos creditórios originados de operações de crédito vinculadas a atividades agroindustriais no Paraná, especialmente CPR-F, para antecipar recebíveis e estruturar financiamento com lastro na produção.
  • Os recursos serão destinados a concessão de crédito à própria BRF e a produtores integrados à cadeia, com a maior parte direcionada ao sistema de integração de aves e suínos.
  • A operação é apresentada como parte de um conjunto de três FIDC voltados ao agronegócio no estado, enfatizando aumento de crédito, desenvolvimento da indústria regional e potencial impacto no PIB.
  • O governo e a empresa destacam que o modelo pode reduzir custos de crédito, facilitar modernização de instalações e ampliar a presença industrial da BRF no Paraná.

A BRF S.A., hoje chamada MBRF, investiu R$ 300 milhões no Paraná III Fundo de Investimento em Direitos Creditórios do Segmento Agroindústria (FIDC). A operação ocorreu em conjunto com a Agência de Fomento do Paraná S.A., que aportou R$ 75 milhões, totalizando R$ 375 milhões no fundo. O anúncio foi feito na terça-feira (24).

O objetivo do FIDC é adquirir direitos creditórios originados de operações de crédito ligadas à agroindústria paranaense, especialmente CPR-F. O instrumento permite antecipar recebíveis e estruturar financiamentos com lastro na produção agropecuária no estado.

Do montante, R$ 300 milhões ficam com a BRF na condição de cotista subordinada, assumindo maior risco. A Fomento Paraná participa como cotista sênior por meio de veículo estruturado. A estrutura segue a lógica de subordinação típica dos FIDC, com as cotas subordinadas absorvendo as primeiras perdas.

Estrutura e finalidade do FIDC

Os recursos serão destinados à concessão de crédito à própria BRF e aos produtores integrados à sua cadeia de valor no Paraná. A maior parte do aporte será destinada ao sistema de integração de aves e suínos, núcleo do modelo industrial da empresa no estado. Parte dos recursos poderá atender projetos nas unidades produtivas.

O Paraná lidera a produção nacional de carne de frango e figura entre os principais produtores de suínos, conforme dados do IBGE e da Associação Brasileira de Proteína Animal. A parceria envolve fornecimento de insumos, assistência técnica e compra da produção pela indústria, com o produtor investindo em instalações e manejo.

Depoimentos e impactos previstos

O CEO da MBRF, Miguel Gularte, afirma que o instrumento amplia a capacidade de financiamento da cadeia integrada e fortalece a produção no Paraná, gerando competitividade e impactos positivos para comunidades locais. Ratinho Júnior, governador, ressalta que o estado já opera três FIDC voltados ao agronegócio e que o sistema pode alavancar investimentos e o PIB local.

O diretor-presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile, explica que o modelo foi criado para ampliar as opções de crédito ao setor agroindustrial, especialmente para cooperados e integrados, com benefícios que devem se estender à cadeia produtiva ao longo do tempo. A empresa acompanhará desdobramentos e o desempenho da carteira de CPR-F para avaliar o ritmo de expansão.

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