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IA avança, CEO do YouTube aposta no fator humano

Mohan aposta no humano para equilibrar IA no YouTube, buscando manter autenticidade diante da expansão de conteúdo gerado por inteligência artificial

Neal Mohan, CEO do YouTube
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  • O CEO Neal Mohan afirma que a IA traz uma mudança de paradigma e é preciso gerenciar o conteúdo gerado por IA sem perder a criatividade humana que impulsionou o YouTube.
  • O YouTube, com 2,7 bilhões de usuários, busca equilibrar IA e autenticidade, já que o Shorts competiu com o Sora e a plataforma foca em manter o tempo de tela dos usuários.
  • A IA amplia a produção de conteúdo e anúncios, mas também facilita spam e deepfakes; estudo cita que mais de 20% do conteúdo recomendado por IA em Shorts é gerado por IA, segundo a Kapwing; o YouTube contestou parte desses números.
  • A plataforma implementa etiquetas em vídeos gerados ou alterados significativamente por IA, desenvolve a Detecção de Imagem e Semelhança (Likeness Detection) e oferece ferramentas como o Avatar de IA e o Ask Studio para criadores.
  • Sobre dados dos criadores, cerca de um milhão de canais concordaram em compartilhar vídeos para treinar IA, em meio a discussões sobre compensação e licenciamento com empresas de IA.

Neal Mohan, CEO do YouTube, busca equilibrar a gestão de conteúdo gerado por IA com a promoção da criatividade humana. A decisão de OpenAI de encerrar o Sora, aplicativo de IA para vídeos, é citada como precedente e alerta para o ecossistema da plataforma.

O YouTube, líder em vídeos online com bilhões de usuários, convive com a presença de IA no seu negócio. O fim do Sora é visto como sinal de que videoteca e tecnologia precisam coexistir com responsabilidade na criação de conteúdos gerados por IA.

A IA aumenta a produção e o faturamento da empresa, que fatura em média US$ 60 bilhões por ano. Vídeos educativos gerados por texto reduzem custos e ampliam oportunidades para criadores e anunciantes.

Entretanto, especialistas apontam riscos como spam, golpes e deepfakes. Além disso, a plataforma enfrentou críticas sobre qualidade e autenticidade do conteúdo de IA, que pode exigir ações de moderação mais rígidas.

Para combater conteúdos de IA de baixa qualidade, o YouTube anunciou selos visíveis para vídeos significativamente gerados ou alterados por IA. A medida visa distinguir conteúdos autênticos de imitadores.

O YouTube está redefinindo regras de uso de dados. Cerca de 1 milhão de canais aceitaram compartilhar conteúdos com laboratórios de IA para treinamento de modelos, sem compensação direta prevista pela plataforma.

O CEO Mohan afirma que o coração do YouTube é humano. Ele ressalta que a plataforma quer abrir espaço para a criatividade gerada pela IA, sem perder a identidade humana que caracteriza a rede desde 2005.

Impacto e perspectivas

A empresa investe em ferramentas de IA para criadores, como o Ask Studio, que ajuda na roteirização, dublagem e tradução. Ainda assim, há receio de que IA ganhe relevância demais, ofuscando o trabalho humano.

Artistas e detentores de direitos continuam resistindo a usos não autorizados de obras para treinar IA. A proteção de direitos autorais e filtragem de conteúdos nocivos permanecem como desafios operacionais.

A discussão envolve também a remuneração de criadores pela utilização de seus conteúdos no treinamento de IA. Embora haja interesse financeiro, as propostas variam e ainda não há acordo amplamente aceito.

O YouTube segue investindo na rotulagem de conteúdos gerados por IA e na detecção de semelhanças faciais. A estratégia busca manter a confiança do público enquanto amplia o ecossistema criativo impulsionado pela IA.

Fonte: reportagem original da Forbes, com acompanhamento sobre o cenário do YouTube e IA.

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