- A NeoSpace desenvolve um Large Data Model para interpretar grandes volumes de dados corporativos, diferente dos modelos de linguagem usados por LLMs.
- A startup ganhou atenção no GTC 2026 e recebeu apoio do Itaú, que liderou uma rodada de US$ 18 milhões.
- A tecnologia visa prever comportamentos de clientes e orientar decisões operacionais em bancos, seguradoras, varejo, telecom e outros setores.
- A empresa opera com 1.200 GPUs Nvidia B200, todas instaladas em Sydney, Austrália, por questões econômicas e de resfriamento líquido.
- Planos atuais incluem expandir para os Estados Unidos com equipes locais e buscar nova rodada de investimento para acelerar a presença global.
A startup brasileira NeoSpace está buscando ensinar a IA a pensar como uma empresa, em vez de focar apenas em linguagem. A empresa apresentou uma arquitetura chamada Large Data Model (LDM), capaz de interpretar grandes volumes de dados corporativos, como transações, histórico de consumo e registros operacionais.
Fundada por Felipe Almeida, Bruno Pierobon, Gustavo Debs e Thiago Teixeira, a NeoSpace ganhou destaque em março no palco principal do GTC 2026, conferência da Nvidia. O objetivo é oferecer soluções que processem dados estruturados e não apenas texto, ampliando o uso da IA em operações empresariais.
A ideia é preencher uma lacuna na indústria. Modelos atuais dominam linguagem, mas não lidam bem com grandes massas de dados de empresas. Segundo Almeida, o foco é extrair inteligência de dados como transações e séries históricas para orientar decisões.
A aplicação prevista envolve bancos, seguradoras e varejo, além de telecom, telecomunicações e outros setores. Em casos práticos, o modelo pode detectar mudanças de comportamento de clientes antes de se tornarem perceptíveis por ferramentas tradicionais.
A relação com o Itaú é central. O banco já conhecia os fundadores por meio da Zup, empresa adquirida pelo Itaú. O Itaú liderou uma rodada de US$ 18 milhões, com US$ 15 milhões vindos da instituição, funcionando também como validação industrial.
A NeoSpace mantém infraestrutura de 1.200 GPUs Nvidia B200, instalada em Sydney, Austrália. Segundo a empresa, o Brasil não recebeu esse hardware por questões fiscais e de disponibilidade de data centers com resfriamento líquido avançado.
O investimento e a presença internacional visam validar a operação em mercados como Estados Unidos e Europa. Almeida afirma que a expansão exige presença local, com equipes comerciais e técnicas dedicadas, para evitar operações remotas inadequadas.
A empresa pretende atrair clientes globais por meio de uma rodada de growth e venture, com foco inicial em bancos, seguradoras e grandes varejistas. A estratégia é posicionar a NeoSpace como companhia global, seguindo exemplo de empresas israelenses que atuam internacionalmente desde cedo.
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