- O VivaTech, em Paris, discutiu a “terceira via da IA” com foco em uso ético, regulação e sustentabilidade como vantagens competitivas.
- O primeiro-ministro indiano Narendra Modi participou do evento ao lado de figuras como Emmanuel Macron e Jeff Bezos, destacando a importância da Índia no debate.
- A Europa avança com o AI Act, legislação pioneira que impõe obrigações baseadas em níveis de risco para IA, tema de debates no festival.
- O Brasil enviou uma comitiva de cerca de 20 lideranças de marketing, negócios e tecnologia, liderada pelo Grupo Publicis, para explorar novos ecossistemas de inovação.
- Executivos destacaram a necessidade de equilibrar inovação com impacto social, energia, empregos e combate à desinformação, defendendo um marco regulatório responsável.
O VivaTech, em Paris, abriu espaço para discutir a ideia de uma terceira via da IA, com foco em uso ético, regulação e sustentabilidade como vantagem competitiva. O evento contou com a presença do primeiro-ministro indiano Narendra Modi e do presidente francês Emmanuel Macron, além de figuras relevantes do setor.
Mais de 20 executivos brasileiros, liderados pelo Grupo Publicis, estiveram no encontro para acompanhar as discussões. A participação ocorreu no mesmo formato de outros painéis internacionais, com debates sobre IA responsável e o papel regulatório europeu, incluindo a aplicação do AI Act na União Europeia.
A presença da Índia no palco principal, ao lado de líderes empresariais globais, sinalizou interesse em ampliar parcerias estratégicas para além de EUA e China. Modi integrou rodas de discussão sobre como equilibrar inovação com segurança, privacidade e impacto social.
Contexto
O tema central do VivaTech destacou a ideia de que regulação e governança podem favorecer o crescimento sustentável da IA. A conversa ocorreu em um momento de intensificação de investimentos entre EUA e China, que disputam domínio tecnológico de forma compatível com mercados governados por regras.
A comitiva brasileira, liderada pela presidente do Publicis Groupe Brasil, enfatizou a importância de adaptar modelos regulatórios estrangeiros às particularidades nacionais. A executiva destacou a necessidade de construir um caminho próprio, inspirado em regulações europeias, sem perder de vista as especificidades locais.
Andrea Janér, fundadora da Oxygen e curadora dos temas do grupo, reforçou que o avanço da IA exige ponderação sobre consumo de energia, emprego, desinformação e aspectos humanos. Ela também ressaltou o peso histórico da Europa na criação de normas de proteção de dados.
Perspectivas para o Brasil
Ionah Kochen, CMO da Nestlé e integrante da delegação, ressaltou a responsabilidade social das marcas na era da IA. A visão do grupo sugere alinhamento entre inovação, regulação, ética e confiança, com foco na escalabilidade de soluções de impacto social mensurável.
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