- Andrea Iorio, durante o ESX Innovation Experience promovido pelo Sebrae em Vitória, apresentou uma matriz com quatro quadrantes para usar IA sem substituir a mão de obra humana.
- IA preditiva interna (Tell Me): transforma dados em decisões antecipadas; a Mayo Clinic mostra como monitoramento de riscos pode funcionar com sensores e algoritmos.
- IA generativa interna (Do It For Me): automatiza tarefas operacionais e aumenta a qualidade do que os humanos fazem; o Nubank é citado como exemplo de suporte humano acelerado pela IA.
- IA preditiva externa (Tell My Customer): uso da IA para hiperpersonalização e melhoria da experiência do consumidor.
- IA generativa externa (Do It For My Customer): inovação de produtos com IA, como John Deere que passou a vender inteligência ao agricultor; reforço na valorização de soft skills no RH.
O ESX Innovation Experience, realizado em Vitória, Espírito Santo, reuniu profissionais para discutir a integração da IA sem abrir mão da mão de obra humana. Andrea Iorio, escritor e especialista em transformação digital, apresentou uma matriz de four quadrants para mapear papéis da IA nas organizações.
Segundo Iorio, o principal desafio não é a tecnologia, mas a mentalidade de quem a usa. Para ele, a adaptação é inevitável e pode ser guiada por uma abordagem prática, que equilibre automação e valorização de habilidades humanas.
A palestra destacou o crescimento da IA no mercado global, estimado em trilhões de dólares. A ONU projetou uso amplo por consumidores, governos e empresas, com ganhos de produtividade significativos segundo a McKinsey. A ideia é transformar dados em decisões.
IA preditiva para uso interno: transformar dados em decisões antecipadas
O quadrante “Tell Me” foca em dados internos para gerar previsões acionáveis. Iorio ressalta que o volume de informações é enorme e cresce a cada década. Dados mal geridos levam a decisões ruins, portanto a IA precisa de qualidade e explicabilidade.
A Mayo Clinic foi citada como exemplo de hospital inteligente, que monitora riscos em tempo real. Sensores coletam dados de pacientes; algoritmos sinalizam alertas antes que sintomas se agravem, ampliando a prevenção e o monitoramento.
A qualidade dos dados é fundamental. Dados com viés geram sistemas enviesados; dados incompletos dificultam explicações das decisões. A explicabilidade é um desafio ainda a ser aperfeiçoado.
IA generativa para uso interno: da automação à aumentação
No segundo quadrante, batizado de “Do It For Me”, a IA executa tarefas operacionais para liberar tempo humano. A ideia é aumentar a qualidade do trabalho, não apenas automatizar.
Estudos indicam que grande parte do tempo laboral envolve atividades repetitivas. A automação pode substituir etapas, enquanto a aumentação oferece suporte para decisões e atividades criativas.
Casos como Nubank mostram o potencial da parceria com IA: o sistema sugere respostas e resume histórico do cliente, mantendo o operador no controle. A tecnologia acelera processos e reforça a qualidade do atendimento.
IA preditiva para uso externo: hiperpersonalização e experiências
O terceiro quadrante, “Tell My Customer”, direciona IA ao relacionamento com o consumidor. A expectativa é oferecer jornadas sem atrito e personalização em tempo real, superando o padrão de grandes plataformas.
A IA preditiva antecipa necessidades dos clientes, colocando as empresas na dianteira da concorrência. O objetivo é ir além das métricas tradicionais, proporcionando experiências mais fluídas.
Historicamente, a IA já transformou produtos e serviços ao prever demandas de usuários. O papel central é manter o consumidor informado e satisfeito com soluções sob medida.
IA generativa para uso externo: inovação em produtos
O quarto quadrante, “Do It For My Customer”, trata de inovação impulsionada pela IA. Empresas devem entender como a IA pode ampliar o negócio, não apenas acompanhar a transformação.
A John Deere é citada como exemplo: a fabricante passou a vender inteligência para o agricultor, com sensores e conectividade em máquinas. Em 2022, a empresa visou mais de 10% da receita global com software.
Essa mudança elevou a avaliação da empresa na bolsa, sinalizando como IA pode gerar novas fontes de receita e ampliar o portfólio de produtos.
Valorização das soft skills
Com máquinas cada vez mais capazes de executar tarefas técnicas, competências socioemocionais ganham valor no RH. Empatia, colaboração e comunicação aparecem como vantagens competitivas frente à automação.
Especialistas destacam que habilidades humanas, difíceis de replicar, mantêm a personalização e o senso de intenção por trás das operações. O equilíbrio entre técnica e relação humana é visto como essencial.
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