- O projeto Slimers, financiado pelo Department for Environment, Food and Rural Affairs, criou mapas de previsão de lesmas para orientar o uso de pesticidas.
- 28 agricultores, chamados de “slug sleuths”, trabalharam com cientistas para coletar dados e alimentar modelos computacionais.
- Os mapas foram testados por 16 produtores no último outono e inverno, ajudando a reduzir pela metade o uso de pellets contra lesmas.
- Os danos das lesmas a trigo e oleaginosas no Reino Unido chegam a quase £ 44 milhões por ano.
- Além de prever onde as lesmas atuam, o projeto investiga trigo resistente à praga e utiliza pellets ferricos (alternativa ao metaldeído, banido em 2022).
O projeto Slimers, financiado pelo Defra, reuniu 28 agricultores para testar mapas de previsão de lesmas, criados a partir de modelos computacionais. Eles buscam reduzir o uso de pesticidas e o impacto ambiental, com foco em custos.
Os mapas ajudam a direcionar o controle de pragas apenas onde há maior probabilidade de infestação. Em testes com 16 produtores, as previsões contribuíram para reduzir pela metade a quantidade de pellets utilizados.
O objetivo é cortar perdas em culturas de trigo e oilseed rape, que chegam a custar quase 44 milhões de libras por ano no Reino Unido. As lesmas também afetam batata e culturas vegetais, às vezes levando ao abandono de campos.
Como funciona o monitoramento
A equipe combina armadilhas, com pratos plásticos, e amostras de solo para alimentar um modelo de computador. O algoritmo aponta as áreas mais críticas, orientando ações de manejo.
Professores e pesquisadores de Harper Adams University, sob a liderança de Keith Walters, desenvolveram o modelo. Eles destacam que as lesmas formam padrões não aleatórios, influenciados por solo e clima.
Resultados e próximos passos
Os agricultores que aderiram ao método relatam maior precisão na avaliação de riscos. A mudança ocorre após observar a formação de manchas de lesmas em regiões específicas, que voltam a aparecer conforme condições do solo se normalizam.
O uso de metaldeído foi proibido em 2022, impulsionando alternativas, como pellets de fosfato de ferro. O estudo também acompanha o desenvolvimento de variedades de trigo mais resistentes à lesma cinza, visando reduzir danos a longo prazo.
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