- Dataland, laboratório/experiência imersiva de Refik Anadol, ocupa 25 mil pés quadrados no Grand LA, em Downtown Los Angeles, ao lado do Walt Disney Concert Hall.
- A atração combina arte e dados, usando mais de meio bilhão de pixels para criar salas com dados naturais e do próprio corpo dos visitantes, com sensores que monitoram batimentos cardíacos e reações para influenciar a obra.
- A experiência inclui o trabalho inicial Machine Dreams: Rainforest, inspirada na visita de Anadol à Amazônia e realizada com dados de parcerias com o Smithsonian Institution, Getty e outras instituições.
- Dataland é um negócio com bilhetes a partir de 49 dólares, parte de uma abordagem de museu voltada para storytelling comunitário e tecnologia, com foco em tornar a experiência participativa sem depender de redes sociais.
- A casa planeja parcerias com Google Art & Culture e com a Los Angeles Philharmonic, além de explorar novas obras digitais para espaços como o Sanctuary, que agrega dados dos visitantes em tempo real.
Dataland, o museu de arte com IA criado por Refik Anadol, abre ao público em Los Angeles. O espaço imersivo ocupa mais de 25 mil pés quadrados na Grand Avenue, no complexo Grand LA, em frente à Walt Disney Concert Hall. A ideia é unir ciência, arte e tecnologia em uma experiência sensorial.
A mostra mistura laboratórios de imaginação com uma curadoria de dados. Dados de instituições como Smithsonian e Getty alimentam ambientes que usam bilhões de pixels para representar a natureza e o corpo humano. O visitante interage de forma única com cada instalação.
O projeto, que fica no centro de Downtown LA, usa um anel ao pescoço para gerar aromas e uma faixa de sensores de batimentos cardíacos. Esses dados influenciam o que é visto, ouvido e sentido na exposição, criando uma experiência personalizada.
A ideia central de Anadol é explorar como a IA pode favorecer a conexão humana. Em entrevista, o artista afirmou que o espaço funciona como um laboratório de imaginação, sem limites para a ideação, com visitas que podem durar cerca de 30 minutos por sala.
O que há em Dataland
A exposição inaugural inclui Machine Dreams: Rainforest, inspirada na visita de Anadol à Amazônia e desenvolvida com o apoio de lideranças da comunidade Yawanawá. O guia narrativo acompanha um sonho que se transforma em visual de dados.
A sala Infinity Room destaca sensores de olfato e projeções audiovisuais, convidando o público a esquecer a realidade externa. Em 2015, essa instalação já circulou por mais de 35 cidades, ganhando versões diversas.
O espaço pretende promover experiência coletiva e desestimula o uso de smartphones. Além disso, há parceria com o Google Art & Culture para ampliar o acesso às modelos de IA da dupla, além de colaboração com a LA Philharmonic na parte musical.
Impacto local e continuidade
Especialistas da indústria veem Dataland como parte de uma onda de novos espaços temáticos em LA, com foco em tecnologia e narrativa. A inauguração em 20 de junho e a expansão de outras atrações reforçam Grand Avenue como polo cultural.
Anadol vê a iniciativa como homenagem ao arquiteto Frank Gehry, falecido recentemente, que projetou o espaço. O artista diz que Gehry deixou estruturas para sonhadores, e que a obra busca seguir esse legado na região.
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