- Jeff Bezos apareceu no VivaTech, em Paris, em meio à disputa com a SpaceX e ao IPO recente da rival que levantou US$ 75 bilhões.
- O fundador da Blue Origin criticou a pressa em chegar a Marte, dizendo que pular etapas pode custar bilhões e prejudicar o progresso da exploração.
- Bezos defende a Lua como laboratório e porto de reabastecimento, já que fica a três dias e meio da Terra e pode operar o ano todo, ao contrário das janelas de Marte.
- A defesa é baseada no fato de que recursos lunares exigem cerca de 28 vezes menos energia por quilo do que os trazidos da Terra, tornando o uso da Lua mais viável financeiramente.
- A Blue Origin mira o Projeto Kuiper, agora Amazon Leo, para competir com a Starlink, aposta em foguetes totalmente reutilizáveis e aposta em IA para acelerar o desenvolvimento; a empresa tem mais de 14 mil funcionários.
Jeff Bezos abriu a presença da Blue Origin no VivaTech, em Paris, destacando a disputa com SpaceX e Elon Musk, que levantou bilhões com IPO recente. O discurso ocorreu durante o maior evento de tecnologia da Europa, na quarta-feira, 17.
Bezos questionou a pressa para chegar a Marte, argumentando que pular etapas não acelera o desenvolvimento. Ele sugeriu que o caminho de exploração deve considerar prioridades estratégicas e custos bilionários associados.
Para o fundador, a Lua é mais viável de operar do que Marte, já que fica a apenas três dias e meio da Terra. A janela de viagem para Marte é menos previsível, com saldos de itinerários abertos a cada dois anos.
Bezos ressaltou que recursos lunares exigem cerca de 28 vezes menos energia por quilo do que a extração na Terra, fortalecendo a viabilidade econômica de infraestrutura. Dave Limp, CEO da Blue Origin, acompanhou o argumento.
O executivo destacou que o setor enfrenta capacidade saturada e longas listas de espera, impulsionadas por missões de segurança nacional, computação orbital e constelações em órbita baixa. A resposta, segundo ele, está na redução de custos.
Como caminho para competir com a Starlink, a Blue Origin aposta no Projeto Kuiper, agora chamado Amazon Leo, que prevê milhares de satélites de banda larga no futuro.
A empresa, com mais de 14 mil colaboradores, tem registrado falhas em testes recentes, em maio, reconhecidas como parte do processo de engenharia. A transição para produção em série é prioridade estratégica.
Fábricas de motores em Huntsville e instalações de lançamento em Orlando operam com alta integração para melhorar eficiência, acelerando o ciclo de desenvolvimento de novas tecnologias.
Bezos também destacou a aplicação de novos modelos de inteligência artificial voltados à engenharia, visando reduzir o tempo entre concepção e produção de motores de nova geração.
Segundo ele, sistemas de IA focados em objetos físicos complexos podem acelerar o design e a validação de maquinário, diminuindo etapas do processo tradicional.
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