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China domina cadeia de robôs humanoides, mas busca função para máquinas

China domina a cadeia de robôs humanoides, vendendo por menos de US$ 5 mil, mas aplicações limitadas e ajustes entre software e hardware freiam a adoção

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  • China domina a cadeia de robôs humanoides, com quase todos os componentes vindo de fabricantes locais e robôs vendidos a menos de US$ 5 mil pela Unitree.
  • O país lidera o fornecimento global e as partes para robôs, inclusive sensores, agora também produzidas internamente, reduzindo dependência de Japão e outros mercados.
  • Em 2024, mais de dois milhões de robôs operavam em fábricas chinesas; queda de demanda em mercados como Estados Unidos e Coreia do Sul.
  • Reguladores chineses anunciaram, recentemente, uma campanha para identificar usos industriais para robôs humanoides, buscando expandir aplicações fora da manufatura.
  • A maior parte dos robôs da Unitree foi para universidades e laboratórios; em fábricas, eficiência é de cerca de 30% em relação a humanos, com meta de chegar a 50% neste ano.

A China avança na cadeia de robôs humanoides, dominando fornecedores, fabricação e suprimentos. Robôs são vendidos por menos de US$ 5 mil, impulsionando o mercado doméstico, segundo o New York Times. Ainda assim, aplicações permanecem restritas e a eficiência frente ao humano é limitada.

Startups chinesas, como a Unitree, destacam-se pela redução de custos, enquanto sensores usados antes no Japão passam a ser produzidos localmente na China. Observadores apontam que o país ampliou a dependência de componentes nacionais, com pouca variação de fornecedores.

O Japão busca nichos onde possa competir, especialmente sem igualar preços. Investidores, em conferência em Tóquio, sugeriram que empresas nipônicas encontrem áreas de atuação onde haja diferenciação, mesmo sem concorrência direta em custos.

Aplicação para robôs

Em 2024, mais de 2 milhões de robôs atuavam em fábricas chinesas, com uso crescente em automação. Reguladores anunciaram, neste mês, uma campanha para estimular usos industriais em governos locais e empresas estatais.

Grandes expectativas envolvem tarefas perigosas e cargas pesadas, além de possibilidades na interação entre IA e forma física. Há interesse também no cuidado a idosos, diante do envelhecimento populacional na China.

A UBTech ilustra a dinâmica: quase tudo é originário de fornecedores chineses, com peças que podem ser produzidas em 3D. Chips de computadores costumam ser os itens importados que controlam o movimento dos autômatos.

No total, mais de 90% dos componentes da UBTech vêm de empresas chinesas. A empresa relata que, em 2025, produziu mil humanoides e planeja expandir para dez mil em 2026, aumentando o ritmo de fabricação.

Desafios técnicos

Apesar do avanço, ainda há dificuldades para treinar robôs com softwares que simulem adequadamente o mundo real. A eficiência dos robôs em tarefas simples de fábrica fica abaixo da de trabalhadores humanos, em média.

Parte dos robôs da Unitree é destinada a universidades e laboratórios, para testar interação entre software e hardware. O restante fica em fábricas, cumprindo funções básicas de manuseio de caixas.

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