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Baterias de estado sólido ainda não prontas, mas géis têm potencial

Baterias semi-sólidas, com gel, aparecem como ponte segura entre Li‑ion e sólido, com menos risco de incêndio em power banks e e-bikes

Image: The Verge, Ride1Up
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  • Baterias de estado sólido ainda não estão prontas; baterias semi-sólidas funcionam como ponte, com gel que reduz risco de incêndio.
  • Além de menor chance de superaquecimento, essas baterias guardam mais energia e podem ter vida útil mais longa do que as Li-ion tradicionais.
  • Ride1Up lançou a Revv1 EVO, considerada a “primeira” e-bike semi-sólida; 1.040 Wh, mais de 1.200 ciclos e recarga em até 2 horas, envio comecando em agosto de 2026.
  • A Giant também anunciou adoção de baterias semi-sólidas em pelo menos cinco modelos de e-bikes, em parceria com a T&D.
  • Reguladores chineses estão tornando mais rígidas as normas para baterias, o que acelera a adoção de semi-sólidas e pode reduzir custos de produção a longo prazo.

As baterias semi-sólidas ganham espaço como ponte entre as células líquidas convencionais e as de estado sólido. Em testes e lançamentos, o formato utiliza gel para reduzir risco de aquecimento e fogo, mantendo boa densidade de energia.

Em 2025, fabricantes e reguladores destacaram o avanço. Dados apontam menos probabilidade de térmicas instáveis comparadas aos líquidos, com desempenho superior em frio e ciclos de vida mais longos em alguns modelos.

Empresas como Ride1Up anunciaram a Revv1 EVO, alegando baterias de 1040Wh com mais de 1200 ciclos e recarga em duas horas. O modelo promete resistência a altas temperaturas e inicia envio em agosto de 2026.

A Giant também sinalizou adoção de semi-sólidas, com planos para pelo menos cinco e-bikes de produção em massa. A parceria com a Heyuan Lithium Inno e a T&D visa aumentar capacidade e reduzir peso, sem detalhar modelos.

A mudança é impulsionada por regulamentações. Em dezembro de 2025, a China passou a exigir testes de furo para e-bikes, buscando evitar incêndios. Baterias devem passar certificação CCC para uso em transporte aéreo.

Essa tendência favorece linhas de produção locais. A China controla parte da cadeia de suprimentos de baterias, o que pode ampliar custos e incentivar readequação de linhas de montagem mundialmente.

No setor de smartphones, há menos uso de semi-sólidas, mas há avanços em aparelhos com ânodos de silício carbono. Em dispositivos chineses, baterias híbridas desse tipo estão sendo exploradas para maior densidade energética.

Ainda não há baterias totalmente sólidas comercialmente em larga escala. Especialistas apontam que a adoção ampla depende de avanços tecnológicos, custos e ajustes regulatórios globais.

Olhando adiante, fabricantes avaliam aplicações em drones, veículos elétricos leves e redes de backup doméstico. A tendência sugere progresso incremental até que soluções puramente sólidas se tornem viáveis.

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