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Projeto Moonshot visa cultivar alimentos no espaço

Moonshot para cultivar alimentos no espaço usa eletroagricultura e acetato, visando missões de longa duração e redução do reabastecimento

Tecnologias que estão indo para o espaço permitem produzir alimentos sem luz solar, usando CO₂ e eletricidade
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  • Pesquisadores trabalham em soluções para produzir alimentos no espaço em missões de longa duração, como viagens a Marte.
  • A abordagem usa eletroagricultura para converter CO₂ atmosférico em biomassa sem depender da fotossíntese, com uso de eletrólisador e plantas geneticamente modificadas.
  • Em testes, houve aumento de eficiência energética em até cerca de dezoito vezes; plantas cultivadas no escuro incorporaram acetato marcado.
  • Experimentos na Estação Espacial Internacional e projetos como tomates SPACE visam tornar a produção no espaço mais robusta, com foco em ambientes controlados.
  • Startups e cooperações, como Interstellar Lab, trabalham em circuitos fechados para reciclar ar, água e nutrientes, com aplicações futuras tanto no espaço quanto na Terra.

O Projeto Moonshot para cultivar alimentos no espaço avança com pesquisas que visam sustentar missões de longa duração a Lua e Marte. Pesquisadores exploram tecnologias para produzir comida a bordo, reduzindo a dependência de reabastecimentos frequentes.

Com Artemis e o impulso de setores privados, a NASA e parceiros estudam caminhos para alimentar equipes em viagens que podem durar até 900 dias. A meta é tornar a alimentação mais autossuficiente em ambientes confinados, como naves, estações e habitats lunares.

A equipe liderada por Robert Jinkerson, da UC Riverside, desenvolve a eletroagricultura, que converte CO₂ em biomassa sem luz. A técnica usa um eletrólisador para gerar acetato, que plantas modificadas geneticamente utilizam para crescer no escuro. O trabalho começou em 2021.

Reinventando a fotossíntese

O método desafia a visão tradicional de que a fotossíntese é indispensável. Em laboratórios, cogumelos, leveduras e algas cultivados no escuro exibem ganhos de eficiência ao usar acetato como fonte energética. Plantas como alface e tomate já foram testadas com acetato marcado.

As plantas cresceram sob iluminação controlada com uso direto de energia elétrica, evitando grande perda de fotões. O CRISPR multiplex reativa vias metabólicas adormecidas, permitindo germinação e uso do acetato, ainda que o crescimento pleno exija ajustes.

Experimentos envolvendo tomate Space, participado por Martha Orozco-Cardenas e Gioia Massa, buscam adaptar cultivos para ambientes confinados. Testes na Estação Espacial Internacional (ISS) ocorreram no ano anterior, com duração de 30 dias, para validar as modificações genéticas.

A Interstellar Lab, vencedora do Deep Space Food Challenge 2024, desenvolve sistemas de circuito fechado que reciclam ar, água e nutrientes. A empresa planeja uma missão chamada Pequeno Príncipe, visando cultivar rosas na Lua, além de apoiar produção de alimentos na Terra.

Levando a inovação de volta à Terra

Além da produção no espaço, as tecnologias podem ampliar a segurança alimentar em áreas densamente povoadas, ambientes hostis ou em cenários de desastre. O uso do acetato reduz a dependência de solos férteis e de grandes áreas agrícolas.

Pesquisas indicam que, no espaço, o cultivo com acetato evita contaminações associadas a mudanças de ambiente. Debates sobre custo energético, viabilidade de escala e segurança biológica continuam em estudo.

Os benefícios potenciais incluem a produção de plantas como fábricas para medicamentos e insumos de alto valor, contribuindo para a saúde humana sem competir por terras agrícolas. A pesquisa segue sob monitoramento de agências e universidades parceiras.

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