- Carl Pei, CEO da Nothing, disse que o melhor momento para comprar já passou; o aumento de custos de RAM impacta os preços dos celulares.
- Ele afirmou que a memória pode representar mais de cinquenta por cento do custo total de um smartphone, citando o Phone 4A, no qual a memória dobrou entre decisão e lançamento e dobrou novamente desde então.
- Pei alertou que os preços dos telefones vão subir e continuar subindo até o próximo ano, com lançamentos desde fevereiro até cem dólares a mais que os modelos anteriores.
- Samsung e Google também são citados como preocupados com reajustes de preço decorrentes do aumento de custos de memória.
- A temporada de descontos deste ano não deve oferecer as promoções habituais.
O CEO da Nothing, Carl Pei, afirmou que os preços dos telefonemas vão subir. Em publicação na rede social X, ele disse que o pior já passou e que os descontos de fim de ano não serão os mesmos. A declaração cita o aumento do custo de RAM.
Segundo Pei, a escassez de memória já impactou o Phone 4A, cujo custo de memória dobrou entre a decisão de produção e o lançamento. Ele afirmou que o custo atual da memória dobrou novamente desde então, influenciando o preço final dos aparelhos.
Contexto de custos de memória
Pei informou que a memória pode chegar a representar mais de 50% do custo total de um smartphone. A empresa não é a única a sinalizar reajustes: Samsung e Google também são apontados como possíveis aumentos devido aos custos de memória.
Outros números citados incluem lançamentos de novos modelos desde fevereiro com preços até 100 dólares mais altos que os antecessores. Em mercados como a Índia, dispositivos acima de ₹30 mil registraram altas de ₹7 mil ou mais.
Implicações para o consumidor
Pei alertou que aguardar por promoções não deve reduzir o gasto: em cenários de escassez, a memória é alocada, não comprada, mantendo o preço estável no momento. Quem pretende atualizar o celular pode encontrar valores mais elevados no curto prazo.
A leitura do mercado indica que a tendência de alta deve permanecer neste cenário. A produção de memória mais cara pressiona toda a cadeia, desde fabricantes até varejistas, com reflexos diretos no preço final ao consumidor.
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