- Luana Lopes Lara, diretora da Kalshi, diz que o mercado de previsões pode se tornar maior que o de ações em um futuro próximo, ampliando sua fortuna bilionária.
- Durante o Web Summit Rio, ela afirmou que pretende negociar com o governo brasileiro para trazer a Kalshi ao Brasil.
- Na Kalshi, contratos são fechados com base no resultado de eventos futuros; se a previsão estiver correta, o ganho é de US$ 1 por contrato.
- Regulação tem sido desafio: a Kalshi já enfrentou atuação da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos (CFTC) e, no Brasil, o governo bloqueou 27 plataformas do setor, incluindo Kalshi e Polymarket.
- A empresa, que hoje tem 170 funcionários, projeta chegar a 4.500 em três anos e pretende ser a maior bolsa de derivativos do mundo, enfrentando a percepção de ataques de bolsas tradicionais.
A brasileira Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi, prevê que o mercado de previsões pode superar o de ações em importância. Ela aponta crescimento rápido e aponta o potencial de transformar decisões de investimento e escolha de políticas públicas. A afirmação foi feita durante o Web Summit Rio, na capital fluminense.
A Kalshi, criada em 2018 nos EUA, opera com contratos atrelados a desfechos de eventos futuros. Os preços refletem a probabilidade estimada pelo mercado; se a previsão for correta, o investidor recebe o valor estipulado por contrato. Os fundadores detêm participação relevante na empresa.
Luana vive no exterior desde os estudos no MIT, mas mantém ligação com o Brasil. A executiva destaca que a formação brasileira, especialmente em matemática, influenciou a trajetória. A atuação da Kalshi ficou conhecida após enfrentar questões regulatórias nos EUA, com avanços em 2020 e 2024.
Disputa regulatória e planos de expansão
O tema regulatório surge como empecilho para a expansão global. Em abril, o governo brasileiro bloqueou plataformas como Kalshi e Polymarket, classificando os produtos como apostas disfarçadas. A executiva diz que o Brasil é um mercado com potencial, desde que haja regulamentação adequada.
Luana afirma que pretende dialogar com autoridades para viabilizar a entrada da Kalshi no Brasil. A empresa ressalta que fornece instrumentos para incorporar informações ao mercado, com mecanismos para monitorar uso indevido. A empresa também enfatiza que os contratos políticos e esportivos geram controvérsia.
A líder da Kalshi acrescenta que a atividade não encerra operando pela proibição; trata-se de buscar caminhos seguros e educativos para a regulamentação. Sobre possíveis impactos, ela compara com outros setores de ativos, enfatizando que o modelo de negócios se baseia em taxas de transação, não em apostas negativas.
A Kalshi, hoje com cerca de 170 funcionários, visa crescimento acelerado nos próximos anos. A executiva projeta ampliar a equipe para milhares de colaboradores e ampliar o pool de liquidez para incluir grandes players financeiros. Ela sustenta que a inovação regulatória fortalece a competição e protege os consumidores.
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