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Ativista chinês no Reino Unido diz que deepfakes abusivos não violam regras

Ativista chinesa no Reino Unido recebe deepfakes abusivos no X; plataforma sustenta que o conteúdo não viola regras, após atraso na suspensão

Ni, who moved to the UK in 2019 to study, was targeted by what she believes is a pro-regime bot.
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  • Apple Peiqing Ni, ativista chinesa no Reino Unido, foi alvo de 12 posts no X com deepfakes a retratá-la como promíscua usuária de drogas, após anunciar participação em homenagem à Praça Tiananmen.
  • A plataforma informou que os conteúdos não violavam as regras de assédio ou discurso violento, mesmo com imagens e vídeos falsos e legendas desrespeitosas.
  • Ni buscou ajuda policial no Reino Unido e foi orientada a registrar a queixa junto à empresa, que é sediada nos Estados Unidos; a polícia disse não conseguir identificar o autor.
  • A conta só foi suspensa horas depois de o Guardian levantar os relatos com o gabinete de imprensa do X e exigir explicação; a plataforma disse ter atuado devido a “relatórios diferentes” sobre o conteúdo.
  • O caso ocorre enquanto autoridades britânicas negociam com o X sobre conteúdo relacionado a ódio e terrorismo, em meio a críticas sobre a proteção a vozes dissidentes chinesas.

Apple Peiqing Ni, ativista chinesa radicada no Reino Unido, teve 12 posts deepfake direcionados a ela na X, com imagens e vídeos falsos que a descreviam como promíscua dependente de drogas.

A denúncia partiu de Ni, que dirige a China Dissent Network no Reino Unido, após postar sobre a comemoração do Tiananmen em Sutton, no sul de Londres. Segundo ela, a campanha seria incentivada por bots pró-regime.

Polícia britânica orientou-a a registrar a queixa junto à X, sedeada nos EUA, ao passo que a plataforma negou violação das regras de assédio e violência em repetidas solicitações de remoção.

A X afirmou, de forma automatizada, que os conteúdos não infringiam suas políticas, incluindo regras contra ataques direcionados a indivíduos para humilhar ou degradar. A verificação humana foi acionada apenas após a repercussão com a imprensa.

Horas após a reportagem do Guardian, a conta foi suspensa, e a empresa alegou ter agido com base em “relatórios diferentes” sobre o conteúdo. Ni questiona falhas no sistema de moderação interno da plataforma.

Ni relatou que as investidas online começaram logo após anunciar a participação na homenagem ao Tiananmen, e que as postagens a acusavam de comportamentos distorcidos e de uso de drogas. Ela também afirmou enfrentarem cobranças de familiares na China.

A ativista citou ainda que seus pais teriam sido contatados pela polícia secreta chinesa e que há investidas contra a família para dissuadi-la de continuar activism, incluindo ameaças ligadas a negócios familiares.

Enquanto isso, a discussão sobre endurecimento de combate a conteúdos de ódio em plataformas digitais persiste. A X firmou acordo com Ofcom para revisar conteúdos de ódio e terrorismo em até 24 horas, mas Ni afirma que a proteção a dissidentes chineses continua insuficiente.

O caso levanta questões sobre a eficácia dos mecanismos de moderação da X e como lidam com denúncias de abuso dirigidas a vozes dissidentes fora do país de origem. A plataforma não forneceu comentário imediato.

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